segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

qual mentira vou acreditar - racionais mc's



QUAL MENTIRA VOU ACREDITAR 
Racionais Mc's

São apenas dez e meia tem a noite inteira, dormir é embaçado numa sexta-feira.
Tv é uma merda prefiro ver a lua, Preto Edi Rock está a caminho da rua.
Hã, sei lá vou pr'uma festa se pam,
Se os cara não colar volto às três da manhã.
Tô devagar, tô a cinquenta por hora,
Ouvindo funk do bom minha trilha sonora.
A polícia cresce o olho, eu quero que se foda,
Zona norte a bandidagem curte a noite toda.
Eu me formei suspeito profissional,
Bacharel pós-graduado em tomar geral.
Eu tenho um manual com os lugares horários,
De como dar perdido, ai caralho...
Prefixo da placa é My sentido Jaçanã, Jardim Hebron.
Quem é preto como eu, já tá ligado qual é, nota fiscal Rg polícia no pé.
Escuta aqui o primo do cunhado do meu genro é mestiço,
Racismo não existe, comigo não tem disso,
É pra sua segurança.
Falou, falou... Deixa pra lá.
Vou escolher em qual mentira vou acreditar.

Tem que saber curtir, tem que saber lidar.
Em qual mentira vou acreditar?
A noite é assim mesmo então, deixa rolar.
Em qual mentira vou acreditar.
Tem que saber curtir, tem que saber lidar.
Em qual mentira vou acreditar?

Ôh, que caras chato ó,
Quinze pras onze eu nem fui muito longe
E os home embaçou.
Revirou os banco, amassou meu boné branco,
Sujou minha camisa do Santos.
Eu nem me lembro mais pra onde eu vou,
Hii quem será que ligo?
Espere na estação eu tô na zona sul,
Eu chego rapidinho assinado: Blue.
Pode crer, naquele lado de Santana
Conheço uns lugar, conheço umas fulana.
Juliana? Não. Mariana? Não. Alessandra? Não. Adriana? Não.
O nome é só um detalhe, o nome é só um nome.
953 hum... Esqueci o telefone.
Porra demorou, hein!
E aí, Blue como é que é?
Isso aqui é inferno, tem uma pá de mulher.
Trombei uma pá, de gente uma pá de mano,(pode crer)
Tô há quase uma hora te esperando.
Passou uma figura aqui e deu ideia,
Disse que te conhece, se pá chama Léa. (Eu)
Cabelo solto vestido vermelho,
Estrategicamente a um palmo do joelho. (Hummm...)
Os caras comentaram o visual, oh os bico que tal? Pagando o mó pau.
Ninguém falou um ah, ah mas eu ouvia,
Meio mundo xingando por telepatia. (Filha da puta)
Economizava meu vocabulário,
Não tinha o que falar, falava o necessário.
Meio assim, é claro será qual é que é truta?
Aqui não falta mina filha da puta.
Tudo comigo, confio no meu taco,
Versão africana Don Juan Demarco.
Tudo muito bom, tudo muito bem,
Sei lá o que é que tem, ideia vai ideia vem.
Ela era princesa eu era o plebeu,
Quem é mais foda que eu? Espelho espelho meu?
Tipo Thaís de Araújo ou Camila Pitanga?
Uma mistura, confesso, fiquei de perna bamba.
Será que ela aceita ir comigo pro baile?
Ou ir pra zona sul ter um grand finale?
Amor com gosto de gueto até às seis da manhã,
Me chamar de meu preto e me cantar Djavan.
Ninguém ouviu, mas puta que pariu.
Em fração de segundos meu castelo caiu,
A mais bonita da escola rainha passista,
Se transformou numa vaca nazista.
Eu ouvindo James Brown, pá... Cheio de pose.
Ela pergunta se eu tenho, o quê? Guns N' Roses?
Lógico que não! A mina quase histérica
Meteu a mão no rádio e pôs na transamérica.
Como é que ela falou? Só se liga nessa,
Que mina cabulosa olha só que conversa.
Que tinha bronca de neguinho de salão, (não)
Que a maioria é maloqueiro e ladrão. (aí não)
Aí não mano! Foi por pouco,
Eu já tava pensando em capotar no soco.
Disse pra "mim" não falar gíria com ela,(pode crer)
Pra me lembrar que não tô na favela.
Bate-boca mó guela será que é meia-noite, já?
A cinderela virou bruxa do mal?
Me humilhar não vai, vai tirar o caraí,
Levanta o seu rabo racista e sai.
Eu conheço essa perversa há mó cara,
Correu a banca toda de uns playba
Que cola lá na área.
Pra mim ela já disse que era solitária,
Que a família era rígida e autoritária.
Tem vergonha de tudo cheia de complexo,
Que ainda era cedo pra pensar em sexo.
A noite é assim mesmo, então deixa rolar,
Vou escolher em qual mentira vou acreditar.

Tem que saber curtir, tem que saber lidar,
Em qual mentira vou acreditar.
A noite é assim mesmo, então deixa rolar,
Em qual mentira vou acreditar.
Tem que saber curtir, tem que saber lidar.
Em qual mentira vou acreditar?
Ih caralho, olha só quem tá ali?
O que que esse mano tá fazendo aqui?
Aí esse maluco veio agora comigo,
Ligou que era até seu amigo.
Morava lá na sul, irmão da Cristiane,
Dei um cavalo pra ele no lausane.
Ia levar um recado pra uns parente local,
Da Igreja Evangélica Pentecostal.
Desceu do carro acenando a mão, (na paz do senhor!)
Ninguém dava atenção.
Bem diferente do estilo dos crentes,
Um bombojaco e touca mas a noite tá quente.
Que barato estranho, só aqui tá escuro,
Justo nesse poste não tem luz de mercúrio.
Passaram vinte fiéis até agora,
Dá cinco reais, cumprimenta e sai fora.
Um irmão muito sério em frente à garagem,
Outro com a mão na cintura em cima da laje.
De vez em quando a porta abre e um diz:
"Tem do preto e do branco!" E coça o nariz.
Isso sim, isso é que é união,
O irmão saiu feliz sem discriminação.
De lá pra cá veio gritando rezando,
"Aleluia, as coisas tão melhorando!"
Esse cara é dentista, sei lá... Diz
Que a firma dele chama Boca S/A.
Será material de construção?
Vendedor de pedras? Lá na zona sul era patrão.
Ih! Patrão o caralho! Ele é safado,
Fugiu do Valo Velho com os dias contados. (Tava desconfiando...)
Na paranoia de fumar era fatal,
Arrombava os barracos saqueava os varal. (Demorô)
Bateu na cara do pai de um vagabundo,
Humm... Tá fazendo hora extra no mundo.
A noite tá boa a noite tá de barato,
Mas puta gambé pilantra é mato.

Tem que saber curtir, tem que saber lidar.
Em qual mentira vou acreditar?
A noite é assim mesmo, então deixa rolar.
Qual mentira vou acreditar?

                                       [ sobrevivendo no inferno, racionais mc's ]

letra com caráter de crônica e relato pessoal

rotina de passeio noturno, carro, camisa de time de futebol, contato com parceiros, procura uma mulher

o eu lírico acaba se vendo numa armadilha, pois a garota era racista

em seguida, uma boca de fumo, ponto de droga, pó, liderados por evangélicos

"tem que saber lidar"

canção traz várias mentiras: policial revista o negro, diz que é para a própria segurança da pessoa, mas é o racismo institucional; moça bonita mas racista; cidadão se mostra religioso mas é traficante ...

quando se lê "a noite é assim mesmo" , pode-se entender "a vida dos negros e brancos é assim" ... a questão não é aceitar, é só um relato triste






sábado, 28 de dezembro de 2019

minhas dicas unicamp janeiro 2020




TEMAS PARA PESQUISA E ESTUDO


* caminhos cruzados - - joão benévolo e o quixotismo (livros influenciam os sonhos, deturpam realidade)

* racionais mc's  - - variados gêneros, tipos de texto: diário, rap, narrativa policial, relato pessoal, documentário etc

* quarto de despejo - - racismo institucional (paralelo com letras dos "racionais")

* a teus pés - -  diálogo com publicidade, cinema e literatura estrangeira

* história do cerco de lisboa - - jackill e mr hyde; heterônimo (pessoa); trovadorismo

* sermões de quarta-feira de cinza - - vaidade; morrer e não ser envolvido em tentações mundanas; época da contrarreforma

* a falência - - encilhamento e rui barbosa; camila em ascensão e figuras masculinas decadentes

saiba mais - -

literatura para salvar o mundo - clica! - acesse já





quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

minhas dicas fuvest janeiro 2020


                                                                                              dicas quentes!

leia, pesquise, estude, veja os vídeos, se puder...

TEMAS PARA PESQUISA E ESTUDO

* quincas borba e o humanitismo - - romance satiriza, genericamente, teorias científicas do final do século 19

* angústia e o existencialismo  - - ser humano fadado a fazer escolhas... e se responsabilizar por elas

* minha vida de menina - -  personalidade de helena e o contraste com as posturas das figuras masculinas

* o cortiço - -  questão da moradia; negritude criminalizada; bertoleza é a iracema do realismo (um português abusa de seu corpo e de sua origem, por isso morre)

* epígrafes de "sagarana" - - releia as epígrafes e estude como elas se relacionam com seus respectivos contos
                            -- clique aqui -   epígrafes de sagarana - leia agora cada uma - clique aqui!

* mayombe - - floresta é tratada como "prometeu" africano: quem foi prometeu? por que tratar a floresta desta forma?

saiba mais - -







domingo, 22 de dezembro de 2019

educação para salvar o mundo





tomara que em 2020 haja mais sensatez.

a avalanche de estupidez dos últimos anos chega a assustar

terra plana, movimento contra vacina, ações de censura conta livro didático... a burrice parece não ter fim...
no ocidente, principalmente países pobres, pessoas passam a desacreditar nas instituições. há violência, crise econômica, corrupção, então, se muita gente desacredita das instituições, porque acreditar em fatos que elas defendem?

o pensador e linguista noam chomsky já pontuou a questão mais de uma vez. ela diz que a qualidade de vida piorou, nas últimas décadas, graças à política neoliberal vinda dos estados unidos e inglaterra. nesse sentido, a tendência é crer naquilo que satisfaz emoções mais básicas. o uso de rede sociais e notícias falsas disseminou situações bizarras que até buscavam desautorizar centros acadêmicos e de formação com intuito de manipular, por exemplo, eleitores de figuras ligadas à extrema direita, como aconteceu com trump, neste século 21 e, pouco depois, jair, no brasil em 2018.

figuras que se dizem religiosas, políticos, golpistas, toda a sorte de corruptos se faz valer disso que se conhece como "pós verdade".

tomara que que em 2020, pessoas ligadas principalmente à educação possam exercitar cidadania, pesquisa, produção de arte e civilidade.

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

capivaras com sobrenome






leio o interessante "enfim, capivaras", da luisa geisler, gaúcha, premiada e aplaudida nos meio das literaturas. merecido.

pesquisa rápida pela internet, vejo que uma cidade do rio grande do sul, nova hertz, expõe ao mundo nova cena de constrangimento da espécie: vereador xis vociferando contra o livro de luisa por conta de linguagem supostamente ofensiva.
a escritora teria sido desconvidada de um evento para estudantes que leram seu livro.

olhem, a lista de truculência e estupidez é vasta e tem nome e sobrenome: censura. criminalizar arte. perseguir intelectualidade.
a gente sabe que não é "pela família", "pelas crianças" ou o raio que os parta. é criminalizar a educação, a liberdade, a criatividade e a cidadania. por quê? porque quem produz, consome ou divulga arte corre sério risco de compreender melhor o universo e, com certeza, desprezar e condenar essa gente que assume cargo público para benefício próprio.

tanto quem está próximo ao mundo educativo ou muito dentro precisa agir pela cidadania.
precisa ser plural.
precisa dar voz aos estudantes.
precisa divulgar literatura, música, teatro, fotografia, cinema e promover senso crítico, uma vez que ele vem sempre acompanhado do respeito à diversidade. e é disso que essa gentalha censora não gosta. por que não gosta? por que respeito e senso crítico afastam pessoas dessa estupidez e, sim, da corrupção de fato.
é urgente combater essa onda ultraconservadora. questão de sobrevivência mesmo.




quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

asas do jahu






dia 21 de maio de 1927, um avião cruzava o atlântico, sem escalas, entre nova york e paris. Ao todo, foram 33 horas e meia. oito mil e tantos quilômetros. um feito marcante para charles lindbergh, em seu voo solitário.
um mês antes, o brasileiro joão de barros, contudo, também tinha feito a mesma coisa, ao contrário. saiu da europa, cabo verde, e deslizou seu hidroavião jahú, sobre o mar, bem perto de fernando de noronha, costa brasileira. joão de barros é nome de artista, coisa da gema, da nossa terra, foi reconhecido, na época, mas como no brasil, hora a hora deus piora, pouca gente sabe do feito. Mesmo enfrentando tentativa de sabotagem (areia e sabão no depósito de combustível), comandante barros voou, fazendo o percurso em mais de dez horas. nem precisa dizer que joão nasceu em jaú, região central do estado de s. paulo.
pouca gente sabe também, mas fui o primeiro a cruzar quase toda a rua barão do amazonas, lá em ribeirão preto, com menos de dez anos de idade, em 1973. cerca de setecentos metros, a pé, desde a rua altino arantes, até a porta da escola, o "guimarães júnior". levei uns quarenta minutos, ajudado, numa parte do caminho, pelo sorveteiro sorridente, que ficava na avenida nove de julho e me ajudou a atravessar a mesma. fica o registro.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

café palheta, 50 anos




em "dom casmurro", bentinho lembra de fato marcante, num tarde de novembro de 1857, lá no rio de janeiro, na rua de matacavalos. uma centena e mais alguns anos depois, no mesmo rio, era noite, em novembro de 1969.
o café "palheta" era mais uma placa perdida, num pedaço de arquibancada do estádio do maracanã. porém, nunca o café "palheta" foi tão mostrado como nesses últimos 50 anos, por conta de uma bola de futebol. quando a defesa do vasco da gama atropela edson, dentro da área, o juiz marca pênalti enquanto o goleiro andrada antecipa o duplo twist carpado de lady daiane. repare, no vídeo, que a entrada de pelé na área do vasco tem, ao fundo, a placa singela do café "palheta". o lance vem sendo reprisado há décadas...
no jogo anterior, contra o botafogo da paraíba, depois de marcar o gol 999, Pelé, feito um othelo fanfarrão, deixa a camisa 10 pela número 1 e vai para o gol, pois o goleiro do seu time estava com um ataque súbito de "não-marque-o-milésimo-gol-longe-do-maracanã". pelé temia que o botafogo não valorizasse seu gol, deixando a bola entrar para que, assim, todos ali entrassem para a história. pelé não quis marcar outro, foi para o gol.

voltando ao "palheta". eu nunca fui ao referido estabelecimento, mas na verdade, sei que eles existem na tijuca, desde 1943, o que dá credibilidade ao gol em questão. motivado pela placa ou pelo gosto do gol feito sob patrocínio quase involuntário do líquido negro, o rei pelé resolveu carimbar marca de café com seu nome. mas isso é outra história.

. . . . . . . . . . . . . .  .   .   .   .   .   .   .

veja o gol e o ilustre palheta


sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

céu líquido






em "vestido de noiva" (n rodrigues), a personagem alaíde sofre alucinações em cama de hospital, vê figuras do passado, revive realidades... a criatura de "frankenstein" (shelley) com certeza deve ter sofrido um tanto, antes de abrir os olhos amarelos, na alemanha. há outros tantos, na estante, sofrendo do mesmo mal, como naziazeno (os ratos), luís (angústia), quixote (cervantes), mersault (o estrangeiro), sidonio rosa (venenos de deus, remédios do diabo) ou mesmo o tal pequeno príncipe (exupèry) que devia ser mesmo de outra galáxia por  curtir viver boiando no limbo e conversando com uma flor, dentro de um planeta do tamanho de um fusca. muita alucinação.
a depressão é a primeira curva na estrada das alucinações, não sei como se viraram esses personagens, porque estão sempre na curva, encostados uns nos outros, na estante do quarto, um empurra-empurra secular, às minhas costas, agora, enquanto escrevo. não é boa a sensação, quando se tem à mente "a queda da casa de usher" (poe) ou "fantasma de canterville" (wilde)... isso parece não ter fim. mas é só literatura, não é?

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

sal






em "vidas secas", a família de retirantes, no sertão nordestino, come mucunã e raiz de imbu. quando a situação melhora um tantinho, vale uma dose de cachaça no bodega do inácio. melhor do que o menu de "paixão segundo g.h." — que me recuso a descrever aqui, nesse site tão singelo. quinhentos anos atrás, no "auto da barca do inferno", um dos personagens berra que morreu de caganeira. fico imaginando o que ele teria comido… pensar em comida e não lembrar o banquete frustrado com peixe em "a cidade e as serras" é crime. 
no conto "amor", de clarice, ana está num bonde e, depois da partida do veículo, ela se desequilibra um pouco e deixa cair ovos no piso do bonde. fico imaginando o que ela iria fazer...se simplesmente omelete ou outra iguaria mais sofisticada.
diferenciada é iracema, dentro do livro de mesmo nome, que faz o tal licor verde colocando os guerreiros indígenas em contato com tupã. não é assim uma sensação nova, uma motivação, é tupã! o que existe nesse licor?
ainda assim, paulo emílio está impagável em seu "três mulheres de três pppês". na primeira noveleta, "duas vezes com helena", o cenário é campos do jordão e há uma refeição primordial ali. mais de uma, aliás. vale a pena.

domingo, 8 de dezembro de 2019

perdido nas estrelas é resgatado mais de 400 anos depois






o que é seu, fica nos livros.
a frase é minha mesmo, pode aparecer em algum romance, nos próximos anos… depende de muita coisa, mas a frase parece boa. inspirado no episódio "copérnico", eu cunhei a expressão e exponho aqui, correndo risco de plágio…"o que é seu, fica nos livros". é bonito.
explica-se.  na polônia, maio, 2010,  fizeram enterro de nicolau copérnico (1473-1543), chamado de pai da astronomia. não é certo, porque os gregos, os egípcios ou os incas já fizeram muitas coisas bem antes de nicolau engatinhar. enfim, como tudo na vida é marketing, alguém disse que ele é o pai, então fica sendo. a questão, para quem não sabe, é que nunca se conheceu, ao certo, o corpo do matemático. ele estava numa igreja, com centenas de outras pessoas, sem identificação, desde o século 16. então, fuçando nas ossadas e combinando com dna encontrado num livro que manuseava, chegou-se a uma conclusão. pois é, um livro. 
daí o enterro oficial ter ocorrido apenas neste século 21, em 2010, tantos e tantos anos após falecimento do dito cujo. 
o que era dele, tinha ficado nos livros.

domingo, 1 de dezembro de 2019

compartilhar ações educativas




perseguição a pesquisadores, cientistas, professores, estudantes, campanhas mentirosas sobre suposta doutrinação, ataques físicos a educadores, tudo isso e muito mais pode se repetir em 2020 ...

por isso, a proposta é fazer uma grande movimentação para arejar nosso ferido sistema de ensino.

professores, coordenadores, diretores, enfim, todos poderiam usar de suas redes sociais e divulgar, mesmo que em poucas frases uma atividade legal com seus alunos, fora da sala de aula. 
uma gincana, um jogo esportivo, debate, campanhas solidárias... qualquer atividade que destaque a empatiaunião e o respeito ao próximo. 

quem participa? qualquer professor, professora, coordenador, diretorias que sintam vontade de influenciar, inspirar outros colegas, brasil afora, com essas publicações.


  • foi ao museu? criou a semana da ciência? feira do livro? publique, divulgue!
  • café filosófico? olimpíada esportiva? publique! 
  • sarau? estudo do meio? passeio ciclístico? divulgue, publique!
  • teatro? show de talentos? festa temática? publique!
  • feira de ciências? pontes de macarrão? varal de poesia? exponha, publique!
  • consciência no trânsito? argila? grafite? dança? divulgue, exponha!

tudo vale a pena...
#letradeletra  #açaoeducativa

o que acham?

RESUMINDO

na sua rede social, use as hashtags #letradeletra  e  #açaoeducativa
assim, fica fácil ver o que foi cada professor, professora, publicar

EXEMPLO

no instagram é necessário uma imagem, ok

publique, se não tiver foto do evento em si, uma imagem relativa à escola, uma foto sua, enfim, qualquer imagem pra servir de suporte a seu texto

escreva as hashtags -- pois sem elas só seus seguidores (amigos) verão sua publicação

em seguida, breve resumo do que foi feito

no facebook use postagem pública, coloque as hashtags e proceda da mesma forma