quinta-feira, 3 de agosto de 2023

são paulo tem um grande passado pela frente

 


governo do estado de são paulo, neste agosto de 2023, baixou portaria determinando que diretores devem observar aulas de professores(as) duas vezes por semana, pelo menos. a direção deve enviar relatórios à secretaria de educação. a portaria, no entanto, não diz o que será feito depois que tais relatórios chegarem à secretaria...
olhem, sabidamente, a escola é alvo da extrema-direita há séculos. a escola ou quem estuda. vide casos como giordano bruno, galileu, graciliano ramos, aracy rosa (esposa de g. rosa), rachel de queiroz, lelia gonzalez e tantos e tantas outras que ousaram usar o cérebro para melhorar vida de pessoas e transmitir conhecimento. 
questões básicas como combater o racismo, combater violência contra mulher, valorizar acolhimento e respeito à comunidade lgbt são alvo sim desse povo que se diz "por deus" ou "pela família". tenebroso. infelizmente, não é maioria que está pela democracia e educação, em são paulo. são poucos, mas precisam de apoio. principalmente educadores e educadoras.
verdade, ciência, história e arte são coluna vertebral de cidadania. se isso for cerceado -- como nas ditaduras militar e vargas --, teremos um grande passado pela frente. este governador é sim apoiado por essa gente preconceituosa, ignorante e antidemocrática. 

professores e professoras de são paulo, por favor, lutemos. 

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sexta-feira, 28 de julho de 2023

garganta profunda

 

junho e julho. neste meio de ano, 2023, tive pelo menos duas crises brabas de ansiedade. já havia assistido outras pessoas próximas com isso, mas nunca vivido. vivi. sobrevivi.
com impressão de que havia gripe ou algo do tipo, tive sensação de que sufocava... ora com secreção pela garganta, ora narinas inchadas dificultando respirar. some-se a isso entraves para cuidar de dente, medo de sair de casa, sono truncado,  coração acelerado. o caos.
em terapia, medicado e com família por perto, emergi.
garganta é espaço de muita coisa, aqui. falar. calar. devia ser simples... falar é meu trabalho, há 37 anos. sala de aula. falar.
agora se há entrave aí, é recado da mente, do inconsciente, das estrelas, ou o que quer que seja, na obra das coisas vivas.
resultado dos cuidados e reflexões: falar o que ainda não se disse é preicso... e o principal: pedir desculpas. é um caminho.




segunda-feira, 3 de julho de 2023

o meu amigo pintor - veja!

 

obra maiúscula de lygia bojunga

narração em primeira pessoa: cláudio, onze anos

época : ditadura militar, no brasil

garoto conta sobre sua relação com o vizinho artista plástico e como lidou com a morte deste seu parceiro de gamão.

saiba mais, veja-me!



quinta-feira, 1 de junho de 2023

aos óculos - josé paulo paes - comentário

 


         AOS ÓCULOS   [ José Paulo Paes ]

    só fingem que põem
 
    o mundo ao alcance

    dos meus olhos míopes.

    já não vejo as coisas

    como são: vejo-as como querem

    que eu as veja.
 
    logo, são eles que vêem,

    não eu que, cônscio

    do logro, lhes sou grato

    por anteciparem em mim

    o Édipo curioso

    de suas próprias trevas.

    [in "prosas seguidas de odes mínimas", 1992]

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dos doze versos, pelo menos quatro com cinco sílabas poéticas, sugerindo, logo de início, um ritmo tradicional, a redondilha menor.
as lentes dos óculos mentem a realidade. as lentes podem ser essa representação de consumismo, como já se viu no poema "ao shopping center", no mesmo livro. as lentes são parte de um sistema social que dirige a pessoa, faz com que ela perca noção de realidade e passe a se comportar de acordo com o que outros querem. a identidade do poeta fica em risco. o verso "são eles que vêem" confessa a presença desse sistema.
a citação a édipo refere-se ao final da tragédia grega, quando este fura os olhos, cegando a si mesmo, para não ver a realidade. logo, os óculos se apresentam como aquele filtro enganoso... talvez pior do que isso: aquilo que cega mesmo.
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  saber mais? veja-me!





quarta-feira, 10 de maio de 2023

cárcere das almas - cruz e sousa - comentário


gustave doré

          CÁRCERE DE ALMAS

   Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
   Soluçando nas trevas, entre as grades
   Do calabouço olhando imensidades,
   Mares, estrelas, tardes, natureza.

   Tudo se veste de uma igual grandeza
   Quando a alma entre grilhões as liberdades
   Sonha e sonhando, as imortalidades
   Rasga no etéreo Espaço da Pureza.

   Ó almas presas, mudas e fechadas
   Nas prisões colossais e abandonadas,
   Da Dor no calabouço atroz, funéreo!

   Nesses silêncios solitários, graves,
   Que chaveiro do Céu possui as chaves
   Para abrir-vos as portas do Mistério?! 
                      Cruz e Sousa  (1861-98)

texto de caráter simbolista: descrição do interior humano, sua angústia, além do estilo erudito com apelo ao uso de maiúsculas alegorizantes.
o soneto questiona, basicamente, a impossibilidade de uma pessoa libertar-se de suas dores, porque a alma -- a consciência  -- estaria em um calabouço, presa. 
o período em que produz o poeta catarinense é aquele das publicações de freud e da ascensão do estilo impressionista, na arte plástica. era necessário, pela ordem natural das coisas, combater o racionalismo infértil do parnasianismo, daí a poesia simbolista ser mais introspectiva, mais abstrata. palavras como "pureza", "céu" ou "mistério", por exemplo, usadas com maiúsculas, trazem um sentido mais universal, alegórico mesmo para elas, por exemplo, não é qualquer "dor" (verso 11)  mas sim a dor -- com maiúscula -- que é a essência dela, a dor ideal, o conceito, a imutável, tornando o discurso mais intenso.
a quetão é: por que haveria almas presas?
outra: o que faz com que uma parte essencial do ser humano fique atrás de grades?... é uma condenação prévia?
olhem, a pergunta dos dois últimos versos também é chamado estrondoso para qualquer época. você consegue responder? hm?

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   saiba mais



quarta-feira, 3 de maio de 2023

último carnaval - olavo bilac - comentário

 

        ÚLTIMO CARNAVAL

   Íncola de Suburra ou de Síbaris,
   Nasceste em saturnal; viveste, estulto,
   Na folia das feiras, no tumulto
   Dos caravançarás e dos bazares; 

   Morreste, em plena orgia, entre os esgares
   Dos arlequins, no delirante culto;
   E a saudade terás, depois sepulto,
   Heróis folião, dos carnavais hílares... 

   Talvez, quem sabe? a cova, que te esconda,
   Uma noite, entre fogos-fátuos, se abra,
   Como uma boca escancarada em risos:

   E saltarás, pinchando, numa ronda
   De espectros aos tantãs, dança macabra
   De esqueletos e lêmures aos guizos...

                          [ Tarde, Bilac, 1919 ]

   nota
 íncola  -  morador de algum local
 suburra  -  região de roma antiga habitada predominantemente por pessoas pobres
 síbaris  -  cidade grega fundada por aqueus antes de cristo
 saturnal  -  relativo às festas de saturno
 estulto  -  estúpido; insensato
 hílare  -  alegre
 fogo-fátuo  -  fenônemo que se dá em função de corpos em decomposição
 (gases)
 caravançará  -  hospedaria gratuita para caravanas no deserto
 pinchando  -  pulando; saltando

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soneto de estilo parnasiano, por conta da métrica regular, vocabulário raro e aversão à emotividade dos românticos.
aqui, sobra um caráter moralizante, uma vez que o vivente das orgias e festas morreu fazendo o que mais gostava: orgia e festa. acrescente-se a isso o fato do personagem ser figura bem pobre. na visão do poeta, esse folião depois de morto voltaria em forma de espírito fanfarrão, dançando e fazendo barulho em meio a esqueletos.
"último carnaval" é um eufemismo para dia da morte. 
em suma: os foliões, mesmo depois de morrer, continuam festejando.
agora, o que a netflix tem a ver com isso? não sei. coloquei o cartaz aqui para chamar atenção.
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  saber mais? veja vídeo abaixo


quinta-feira, 20 de abril de 2023

plena nudez - raimundo correia - comentário

   

                            
                                   [ Vênus Calipígia, séc IV a.C. aprox ]

        PLENA NUDEZ

   Eu amo os gregos tipos de escultura:
   Pagãs nuas no mármore entalhadas;
   Não essas produções que a estufa escura
   Das modas cria, tortas e enfezadas.

   Quero um pleno esplendor, viço e frescura
   Os corpos nus; as linhas onduladas
   Livres: de carne exuberante e pura
   Todas as saliências destacadas...

   Não quero, a Vênus opulenta e bela
   De luxuriantes formas, entrevê-la
   De transparente túnica através:

   Quero vê-la, sem pejo, sem receios,
   Os braços nus, o dorso nu, os seios
   Nus... toda nua, da cabeça aos pés!

       Sinfonias, Raimundo Correia [1859-1911]

soneto à moda parnasiana. segunda metade do século 19. a ideia era combater o já desgastado romantismo, utilizando de vocabulário raro, estrutura rígida na metrificação dos versos e apelo racional, ou seja, pouca -- ou nenhuma -- emotividade. não deu certo. o estilo se mostrou sem sabor, sem ambiguidade, ficou sem defesa.
enfim, aqui, o poeta diz que não quer modelo de beleza enfezado; não quer modelo de beleza saído de "estufa escura", ou seja, daquele romantismo temperado de byronismo -- que era fraquíssimo, no brasil, mas, juro, bem melhor que parnasianos. e o poeta (eu lírico) continua vociferando contra o romantismo, citando a existência de uma possível vênus sem luxúria, sem receios... convenhamos, se é vênus, tem desejo, não é?
interessante é pensar de qual "receio" trata o poeta quando se refere a uma deusa do amor... "quero vê-la sem receio"... por quê?
ao citar a arte grega, busca-se vangloriar um estilo que lidava com mais liberdade a nudez, coisa que o universo do século 19 tratou de cobrir de culpas e, num viés cristão, condenar a nudez a um recanto escuro e vergonhoso.

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quarta-feira, 12 de abril de 2023

escola segura: educadores que acolhem

 



tenho conversado com colegas de diferentes escolas, entre campinas, vinhedo, amparo, valinhos e outras tantas, sobre violência nas escolas, claro. é consenso -- concordo em parte -- que não se deve dar muita corda ao tema, evita certo descontrole.
mas, podemos tratar de um assunto afim -- ou mais -- sem causar dano colateral.
neste caso, primeiro semestre de 2023, o tema é delicado: escolas em santa catarina, goiás e outras estão traumatizadas. agora, do assunto "violência" a gente pode tratar. também podemos lidar com o assunto "usos das redes sociais", assim como "relação adulto-criança" diante das novas tecnologias, tudo isso pode. devemos sim, como educadores, educadoras, tratar de questões que envolvam um mínimo de empatia e anunciem acolhimento do estudante. se a criança não se sente acolhida pelo mundo adulto, a internet acolhe, óbvio. e o que fazer? proibir celular, internet? não. é ingenuidade, sinto muito. educar é mais seguro, porque tudo se esclarece quando se tem certeza daquilo com que estamos lidando. então, educadores, educadoras, por favor, tratem de questões envolvendo bullying, uso da tecnologia, funções da comunicação... por favor. não se apequenem! não se omitam!

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quinta-feira, 6 de abril de 2023

casa velha - machado de assis - resumo

                                                 

casa velha é narrativa relativamente curta, em prosa, e chamamos de "novela". o trabalho de machado saiu na revsita "estação", entre 1885 e 86.

o que tem nessa história:

rio de janeiro: 1839 é o tempo da narrativa. um casarão já antigo  -- a casa velha -- com antônia, a viúva do ministro de d pedro I, no comando do lugar. há uma capela, no espaço externo.

  destaques
  padre narrador - 32 anos
  félix - filho de antônia
  cláudia - 17 anos, órfã, cuidada por tia mafalda, educada na casa velha
  vitorino - moço humilde pretendente de cláudia (lalau)
  sinhazinha - futura esposa de félix

a trama é a seguinte: padre narrador quer escrever uma história sobre política nos tempos de pedro I. por indicação, vai até uma casa velha porque lá há documentos que podem ajudar a pesquisa, uma vez que o dono da casa -- já falecido -- foi ministro do rei. na casa velha, o padre desconfia de um amor entre félix (filho de antônia) e cláudia (lalau).
leitor fica sabendo que a mãe de félix não quer a relação pelo fato da moça ser pobre. por insistência na liberação da relação entre ambos, o padre acaba descobrindo -- via d. antônia -- que os jovens podem ser irmãos, porque o tal ministro teve um caso extraconjugal com mãe de lalau. os jovens tomam ciência do fato, ficam tristes, separam-se.

mais tarde, o padre faz novas pesquisas e acaba sabendo que o filho que o minsitro teve com a mãe de cláudia faleceu com meses de idade. não era lalau, então, a irmã de félix: ela já era nascida quando o caso extraconjugal do marido de antônia se deu. tudo parecia resolver-se, quando o padre e descobre que antônia inventou mesmo a história da possibilidade dos jovens serem irmãos justamente para separá-los. antônia tinha noção de que lalau não era irmã de félix... o tal padre narrador tenta reaproximar os dois, mas não dá certo: a jovem prefere ficar longe da casa pois o tal ministro envergonhou sua família. fim.

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a "casa velha" pode sim ser uma representação figurada do império brasileiro da época. existe a dona do espaço (antônia), existe o clero (narrador) e existe um pedro II querendo a maioridade (félix).
assuntos como a guerrados farrapos e a maioridade iminente do filho de pedro I permeiam a narrativa, é bom saber: eles são citados sim, daí ser relativamente fácil fazer o paralelo entre o casarão de antônia e o império brasileiro.
há uma outra questão importante, envolvendo o padre narrador e sua personalidade, por conta da citação de um livro, visto dentro da casa: "storia fiorentina" e mostra uma nova visão sobre a relação do religioso com os dois jovens -- o que torna a capa do livro, no alto deste post, bem mais significativa.

agora, pra saber tudo, você precisa ver o vídeo abaixo.

domingo, 2 de abril de 2023

merry christmas, mr lawrence - adeus, sakamoto

 


dia 28 de março, 2023, faleceu ryiuchi sakamoto, 71 anos.
dono da canção-tema de "furyo, em nome da honra" -- ou "merry christmas, mr lawrence" --, filme de nagisa oshima, em que também atuou como capitão yonoi, ao lado do icônico david bowie.
o filme é de 1983. 40 anos atrás. asissiti pouco tempo depois do lançamento, no cinema, em ribeirão preto. homossexualidade era, na época e no meu entorno, um assunto quase nunca tratado. ali, no entanto, o cinema escancarava essa cisrcunstância poeticamente, dentro de um pacote que, por si só, era violento: a segunda guerra mundial. inesquecível. para além desta questão, havia a música. gostei muito. até hoje. obrigado, ryuischi.




segunda-feira, 13 de março de 2023

marília de dirceu - resenha

 

   "marília de dirceu" - século 18

    thomaz antônio gonzaga

   poemas neoclássicos e pré-românticos

  dos clássicos brasileiros, este é o mais fraco

                                                      pronto, falei

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  saiba mais neste vídeo!



sexta-feira, 3 de março de 2023

podcast do carneiro: ouça já!

 


neste primeiro podcast da vida, falo em nove minutos sobre minhas escolhas para leitura, no ensino médio. são dez minutinhos.

estou usando a plataforma do youtube

  podcast - carneiro    [ clica ]

  ouça, me diz o que achou!

-  se puder, deixe recado no ytbe, é importante
-  e, também, divulgue ! agradeço muito!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

tragédia no litoral: efeito colateral da ganância e inação política

 

                                                   [ litoral de s paulo, fevereiro 2023 ]

tragédia no litoral de são paulo, neste fevereiro 2023, está longe de ser a última. é especulação imobiliária atacando a natureza, industrialização desenfreada que ofende o ar que se respira... e por aí vai. 

dentre outros problemas, o planeta continua esquentando e se isso se mantiver, mais caótica ficará nossa vida; mais tragédias virão. existe também a tal ganância que constrói casas e prédios, destruindo o pouco de natureza que resta...

então, o que dá pra fazer:

1. poder está nas mãos das pessoas: reconhecer partidos que são a favor da ciência; que são contra o desmatamento e gostam da educação... daí, nas proximas eleições, eleger essa gente, principalmente para o legislativo: vereadores, deputados estudais e federais, principalmente,  além do senado -- pois são eles que fiscalizam e propõem leis 

2. nas escolas, o debate sobre economia de energia e busca de saídas sustentáveis ao aquecimento global devem estar na mesma prateleria onde se encontram questões do valor à democracia e combate ao racismo, ou seja, na primeira

3. apoiar sites, páginas e meios digitais que combatem fake news e são a favor dos mesmos temas do item 1 -- isso colabora para que algoritimos trabalhem nesse sentido, favorecendo o alcance desse tipo de matéria

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     ateão!

  clica nos endereços abaixo para a vida clarear

      radar do congresso nacional  clica

     economia de energia em casa  clica

     esquerda e direita - entenda  clica

     por uma escola acolhedora  clica

se você concorda com o que leu, por favor, divulgue o link desta postagem! agradecemos muito

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

abolição via vargas: o que é

 


         _  abolição via vargas   _

o que é
        romance

de quem
       carlos h carneiro 
[ @carneiro_liter ]

sobre o quê: 
    estranha ligação entre hercule florence, carlos gomes, cezar bierrenbach, santos dumont, baronesa geraldo de resende, washington luiz e miguel do carmo, em campinas, entre 1830 e 1905

por que ler

      narrado em primeira pessoa por uma figura que mora em um local público, ela vai em busca de sua própria origem e acaba indo ao encontro do maior mistério da cidade... o cenário-base é a rua direita, no centro velho de campinas -- hoje ela se chama "barão de jaguara". nesta rua está a moradia do desenhista e inventor da fotografia hercule florence, assim como a primeira sede do centro de ciências letras e arte, também uma estátua de carlos gomes, assim como um busto de cezar bierrenbach. mesmo que você não more em campinas, vai seguir a trama sem problemas... a questão é mesmo a ligação entre essa gente toda e o resultado disso. não perca!

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como conseguir o livro:

          variadas opções abaixo

        abolição direto no site da editora  clica

            abolição na amazon  clica

         abolição no submarino  clica

        abolição em estante virtual  clic

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  saiba mais: