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sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

além da fábula: toy story e frankenstein

                                                          

na televisão, passa um dos filmes "toy story" (pixar). famosa fábula infantil e adulta ao mesmo tempo. num dado momento, um dos bonecos diz a seu parceiro de plástico: "você é um brinquedo!", tentando expor a realidade dura daquele instante. era necessário fazer com quem o boneco de astronatuta reconhecesse que era de plástico, descartável e que não voaria. sobra o  desespero de quem quer ser amado... os brinquedos são imagem e semelhança de seus criadores. tanto cebolinha quanto a barbie. é assim como mitos ou fábulas.
impossível não lembrar a criatura de "frankenstein" (séc 19), narrativa de mary shelley. o tempo frio, a agonia das noites longas e a ambientação gótica reforçam, no leitor, uma sensação de desespero e de muita coisa errada. num dado momento do livro, criatura e criador conversam, em região gelada da suíça. victor expõe a sua criatura que ela é única e é melhor que desapareça. ela não passava de um fetiche de cientista que, como se imagina, era homem estranho. sobra desespero de quem quer ser amado...

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   saiba mais!






terça-feira, 11 de maio de 2021

romantismo é mesmo um mal?



com meus alunos falo de romantismo.   

pedra no sapato de nove entre dez jovens de classe média, o romantismo, em literatura, precisa ser mais simples. mais simples porque parece estar pregado no século 19. bobagem. no 21, surge um travamento ímpar. pouca gente está disposta a expor-se, a dizer que ama, mesmo que não haja compromissos íntimos possíveis. e é bom dizer que se ama, creia. mas o que se tem é silêncio. um peso. 
em sala de aula, li "este inferno de amar", do garrett. um recurso quase secular meu, para ilustrar a teoria da coisa. no texto -- curto -- o eu lírico se mostra confuso quanto ao que sente. parece novidade. 

por isso, ser romântico, até hoje, soa como um problema. um mal. por que será?

olhem, que o romantismo -- em literatura -- está associado à morte ou ao gótico, isso é lá é verdade. até o grupo pop rock "the cure", inglês, desenvolvia canções nessa linha depressiva e noturna, no século 20. agora, na prática, em dia de semana, por que tem sido difícil expor sentimentos sem culpa?

será mesmo um problema quase patológico essa vivência da paixão?

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saiba mais:




quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

ubirajara - o senhor da lança - alencar - resumo

 

jaguarê é um jovem caçador da tribo araguaia caminhando em busca de um adversário de valor a quem  possa vencer. ele precisa se tornar um verdadeiro guerreiro de sua tribo. jandira, jovem índia, o espera. ele está às margens do tocantins, no território da tribo de mesmo nome. jaguarê precisa de guerreiro para vencer, pois não teme o feras como o jaguar

 Pela margem do grande rio, caminha Jaguarê, o jovem caçador. O arco pende-lhe ao ombro, esquecido e inútil. As flechas dormem no coldre da uiraçaba.

Os veados saltam das moitas de ubaia e vêm retouçar na grama, zombando do caçador. Jaguarê não vê o tímido campeiro, seus olhos buscam um inimigo capaz de resistir-lhe ao braço robusto. Ele chama-se Jaguarê, o mais feroz jaguar da floresta; os outros fogem espavoridos quando de longe o pressentem.

Não é esse o inimigo que procura, porém outro mais terrível para vencê-lo em combate de morte e ganhar nome de guerra. (...)

 descansando à sombra de uma árvore, jaguarê percebe a presença de uma índia que, por uma fita vermelha na perna, indicava ser ainda virgem e pertencente à nação dos tocantins. era  araci. 

— Eu sou Araci, a estrela do dia, filha de Itaquê, pai da grande nação tocantim. Cem dos melhores guerreiros o servem em sua cabana para merecer que ele o escolha (...). O mais forte e valente me terá por esposa. Vem comigo, guerreiro araguaia, excede aos outros no trabalho e na constância, e tu romperás a liga de Araci na próxima lua do amor.

araci parte e, mais tarde, surge pojucã, guerreiro. lutam ambos noite adentro, até que jaguarê vence o guerreiro tocantim e o leva preso. festa na tribo araguaia. jaguarê é tornado ubirajara, senhor da lança, aquele que tem por arma uma serpente. camacã, pai do guerreiro, empunhou o grande arco da nação, grosso como o braço de um índio, e o apresentou a ubirajara, como símbolo de valor e glória. o jovem guerreiro, contudo, ainda sonha com araci, filha da luz. jandira cansada de esperar por aquele que, antes, a escolhera, sai à procura de seu amado.
o guerreiro da nação araguaia parte para região dos tocantins. é recebido por itaquê, o chefe, pai de pojucã. lá se apresenta como pretendente de araci e se diz guerreiro, sem identificar-se como ubirajara, vencedor em combate a pojucã. pelo fato de ter chegado em paz, lhe é dado nome de Jurandir, aquele que chegou através da luz do céu.

De longe Araci viu o estrangeiro, sentado entre os anciões, como o frondoso jacarandá no meio dos velhos troncos das aroeiras.O coração de Araci encheu-se de alegria. (...)

no dia dos combates e das provas, jurandir (ubirajara) vence a todos. é então levado diante de itaquê para que revelasse a verdadeira identidade, uma vez que iria se casar com araci. ao saberem que o guerreiro era da tribo araguaia, fica declarada uma guerra, pois o nome de pojucã fora pronunciado como prisioneiro.

na taba dos araguaias, ubirajara chama  pojucã e pede para retornar à sua nação para fortalecê-los no combate e ter a chance de ser vencido outra vez.
nação araguaia parte para a batalha, chefiada por ubirajara. no trajeto encontram os tapuias. estes queriam guerra contra os tocantins, pois, num passado recente, pojucã teria incendiado a cabana do pajé. os tapuias eram liderados por  canicrã. em respeito, ubirajara ficou apenas observando. no combate, itaquê é ferido nos olhos por flechas, fica cego. em meio à fúria e à dor, itaquê, mesmo sem enxergar, despedaça a cabeça de canicrã.
 movidos por mais esta vingança, os tapuias voltam à batalha, tentando honrar o nome do chefe canicrã. desesperados e sem liderança, -- itaquê cego --, os tocantins pedem a ubirajara que lidere a tribo tocantim no combate. o senhor da lança, amado por jandira e araci, empunha o arco de itaquê e, sob suas ordens, comanda as duas tribos na guerra contra os tapuias, vencendo seu novo líder, agniná, e os demais guerreiros. com a união das tribos tocantim e araguaia, nasce uma só nação, a dos ubirajaras.

saiba mais - - assista-me!



terça-feira, 23 de junho de 2020

jogo de cartas marcadas - álvares de azevedo #2





sim, a ideia é fazer uma homenagem a alguns escritores, escritoras... houve quem fosse superestimado... subestimado ou mesmo quase esquecido.

aqui, no jogo das cartas marcadas, vamos mostrar muita gente!

saber mais?

clica para assistir


terça-feira, 19 de maio de 2020

os sofrimentos de wetrher: livro levou muitos ao sucídio





pois é, final do século 18. alemanha.
escritor ícone de seu tempo e de outros.

goethe (1749 - 1932) produziu um diário e botou um autor: o jovem werther.

historinha simples, creiam.

o pós-adolescente se apaixona por carlota. esta, por sua vez, é noiva de alberto.
este, por incrível que pareça, respeita werther o considera até amigo.

carlota, ao final da história, se casa mesmo com alberto.

werther atira em si mesmo. agoniza por umas doze horas.

morre.

se fosse só isso, moleza.

mas leitores da obra não resistiram à catarse.

dezenas e dezenas de jovens e outros nem tão novos, tiraram a própria vida depois da leitura... ou fizeram de raiva, pelo estilo adocicado da narrativa, ou se identificaram com o enredo e os sofrimentos.

o que fica disso tudo é o quanto de silêncio e falta de empatia sofrem os jovens e, claro, adultos também.

não deixe seus próximos sozinhos...

ouça.

acolha.

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saber mais ? clica e vê


quinta-feira, 30 de abril de 2020

navio negreiro e o desespero


                                              [ rugendas, século 19 ]

falei com meus alunos, esta semana, sobre castro alves.
claro, o destaque é navio negreiro

a negritude.

a denúncia social.

há os excessos de interjeições, hipérboles e exclamações. 
forças previsíveis do estilo.

a juventude inerente à subjetividade de seus versos também conta.

com certeza, melhor poeta que casemiro de abreu, álvares ou mesmo gonçalves de magalhães. 

em "navio negreiro" há revolta, nas palavras do poeta, mas, no limite, ela clama por deus, chama as ondas do mar, os ventos, até um tufão é gritado.

não se trata, neste caso, de crítica social como se viu em "o primo basílio" (eça) ou "quincas borba" (machado), livros do período posterior ao romantismo.

é um clamor de desespero.

é castro alves

é o romantismo.

. . . . . .  .  .  .  .  .  .  .  .   .   .   .   .

saiba mais



terça-feira, 7 de maio de 2019

antero de quental - poesia universal





antero de quental [ 1814 - 91 ]

poesia pós-romântica

poeta filósofo

protagonista da questão coimbrã

amigo de germano meireles

quase amigo de ramalho ortigão

inimigo natural de antonio castilho


saiba mais sobre os temas acima, nesses dois vídeos!






terça-feira, 11 de setembro de 2018

o gato preto - edgar allan poe - resumo





o narrador em primeira pessoa, neste conto de terror, revela que gosta de animais.
ele vai ter uma relação específica, emotiva, bipolar, com seu gato preto... o preferido.
vai ver também...

forca
machadada na cabeça
parede falsa
sangue

muita coisa...

conheça toda a história e também a casa do escritor, na pensilvânia

agora!

assista-nos! eu e edson capellato jr


quarta-feira, 29 de agosto de 2018

senhora - josé de alencar - resumo




romance romântico
porém, já aponta para o realismo


  • casamento por dinheiro
  • idealização da amada
  • cenário burguês e aristocrático
  • narrativa lenta
  • aspecto de conto de fadas
atenção:

- aurélia se sente traída por fernando que a abandona por outra mais rica
- aurélia -- a tal "senhora" do livro, resolve vingar-se

saber mais?

assista-me!

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

frankenstein é ficção científica





mary shelley.
1818.
europa.

romance byronista; gótico; filosófico e dinâmico.

frankenstein
[ moderno prometeu ]

saiba mais, na conversa literária abaixo!



sexta-feira, 13 de abril de 2018

aula intertextualidade - castro alves e mário de andrade





"boa noite, maria, eu vou-me embora" é verso do jovem castro alves, falecido aos 24 anos de idade, mas tempo suficiente para ser o mais contundente dos românticos, no brasil.
o poema chama-se "boa noite". e o que isso tem a ver com mário? o conto "vestida de preto", do livro "contos novos", cita esse verso. no texto de mário, o narrador é juca. apaixonado platonicamente por maria, uma prima com quem brincava, na infância. 
vale a pena ver como essas duas obras se ligam : assista-me!


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

coração cabeça e estômago - vestibular 2018





camilo castelo branco, escritor português do século 19. montou uma narrativa interessante desancando com o estilo romântico piegas de um certo silvestre da silva.
é assim:
narrado em terceira pessoa por um editor, o livro conta a vida de silvestre da silva, cujas histórias amorosas estavam em cadernos manuscritos. com a morte de silvestre, o tal editor acreditou que poderia saldar algumas dívidas do falecido com a renda obtida depois da publicação do livro "coração, cabeça e estômago", de silvestre.
a narrativa está justamente dividida nessas três partes como se lê no título.
este sujeito é um sonhador, mau poeta e vulnerável às paixões. vai sofrer. logo na primeira parte das três, ele narra como se apaixona por nove mulheres. 


quer saber o resto ?

assista-me!


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

aula - hoje ela só quer paz - e casemiro de abreu


                                                                             [ banksy ]

hoje ela só quer paz

ela é um filme de ação com vários finais
ela é política aplicada e conversas banais
se ela tiver muito afim seja perspicaz
ela nunca vai deixar claro
então entenda sinais
é o paraíso, suas curvas são cartões postais
não tem juízo, ou se já teve, hoje não tem mais
ela é o barco mais bolado que aportou no seu cais
as outras falam, falam, ela chega e faz
ela não cansa, não cansa, não cansa jamais
ela dança, dança, dança demais
ela já acreditou no amor, mas não sabe mais
ela é um disco do nirvana de 20 anos atrás
não quer cinco minutos no seu banco de trás
só quer um jeans rasgado e uns quarenta reais
ela é uma letra do caetano com flow do racionais
hoje pode até chover porque 
ela só quer paz
hoje ela só quer paz
noticias boas pra se ler nos jornais
amores reais, amizades leais
ela entende de flores, ama os animais
coisas simples pra ela, são as coisas principais
sem cantada, ela prefere os originais
conheceu caras legais, mas nunca sensacionais
ela não é a suas negas rapaz
pagar bebida é fácil, difícil apresentar pros pais
(...)
essa mina é uma daquelas fenomenais
vitamina, é proteína e sais minerais
ela é a vida, após a vida despedida
pros seus dias mais normais 

(...)
                                [ projota, 2016 ]

* "flow" se liga a ritmo; envolvimento; verso bem encaixado

hip hop de projota, lançado em 2016, dialoga tanto com a imagem do grafite (banksy, inglaterra), como com esse poema do casemiro de abreu, "amor e medo":

       Quando eu te fujo e me desvio, cauto        
        Da luz de fogo que te cerca, oh! bela,
        Contigo dizes, suspirando amores:
        “Meu Deus! que gelo, que frieza aquela
        Como te enganas! meu amor é chama
        Que alimenta no voraz segredo,
        E se te fujo é que te adoro louco...
        És bela -  eu moço; tens amor - eu medo!...
         Tenho medo de mim, de ti, de tudo,
       Da luz, da sombra, do silêncio ou vozes,
        Das folhas secas, do chorar das fontes,
        Das horas longas a correr velozes.
        ......................................................................

        Ai! se eu te visse, Madalena pura,
        Sobre o veludo reclinada a meio,
       Olhos cerrados na volúpia doce,
        Os braços frouxos - palpitante o seio!...
         Ai! se eu te visse em languidez sublime,
        Na face as rosas virginais do pejo.
        Trêmula a fala a protestar baixinho...
       Vermelha a boca, soluçando um beijo!...
         Diz: - que seria da pureza d’anjo,
        Das vestes alvas, do cantor das asas?
        -  Tu te queimaras, a pisar descalça,
        -  Criança louca, - sobre o chão de brasas!
         (...)
                                 [ casemiro de abreu, século 19 ]

quando o eu lírico diz, na letra do hip hop, "não é pra tuas negas não", claramente, foge do politicamente correto e, por tabela, de uma norma padrão. o verso diz mais ou menos que a garota em questão não se compara a outras que se envolveram com o eu lírico. a ideia, contudo, não é simplesmente jogar fora a letra toda por conta de um suposto deslize linguístico, mas valorizar também um jeito diferente de dizer algo que é marca da poesia de língua portuguesa: o lirismo de tom confessional. desde o trovadorismo é assim. tradição forte. eu ia escrever "dor de cotovelo", desisti. mostre a seus alunos que o texto de casemiro é de estilo romântico, usa da norma padrão mas atesta que há uma certa temerosidade na figura idealizada. "tenho medo de mim, de ti...". veja em projota, no hip hop: "ela é o barco mais bolado que já aportou no seu cais". há outros versos que também se equiparam aos de casemiro, mas a ideia, enfim, é lidar com a relação amorosa em que um é mais austero que outro. peça a seus alunos que reconheçam as semelhanças entre os dois textos. cá pra nós, projota é mais legal.

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

aula memórias póstumas de brás cubas - machado




* converse com seus alunos sobre o período literário: decadência do romantismo; ascensão do realismo  [ matéria psicológica; crítica social; norma culta ]

* a tirinha de angeli, acima, abre chance de se falar das correntes de pensamento, na segunda metade do século 19: darwnismo [há também o marxismo, positivismo e determinismo]

* excelente oportunidade para continuar valorizando a saúde do estado laico; deixar para escolas confessionais a crença em mitos etc. e mesmo nas confessionais,  diante de qualquer assunto, há de se respeitar a ciência

* "mem póstumas de brás cubas", 1881, é considerado o início do período realista, no brasil

* mostre o prefácio :

"Que Stendhal confessas haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e consterna. O que não admira nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal. Nem cinquenta, nem vinte e, quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. (...) Mas eu ainda espero angariar as simpatias da opinião, e o primeiro remédio é fugir a um prólogo explícito e longo. O melhor prólogo é o que contém menos coisas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado. Conseguintemente, evito contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro mundo. Seria curioso, mas nimiamente extenso, e aliás desnecessário ao entendimento da obra. A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus." [ Machado de Assis ]
  
* destacar o caráter prepotente, ácido, arrogante do narrador

* se houver tempo, leia o início do capítulo "o menino é pai do homem"; reforce a ideia de que o caráter científico domina a época... o narrador irá deixar claro, ao leitor, que aquilo que se viveu e aprendeu, na infância, será a base para o adulto... daí a licença poética "menino que é pai do homem", ou seja, é a criança que determina o que o adulto será

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professor(a),  
a ideia, aqui no blog, nesta série, não é ser definitivo, com algo muito extenso, em cada post... mas sim deixar material suficiente para uns 50 ou 40 minutos

algo para, de repente, um exercício, depois do seu debate, uma avaliação, uma tarefa de casa...
use este material como lhe convier!

acompanhe, toda semana, uma aula diferente
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siga-me!
@literaturapretensiosa
@carneiro_liter

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mais sobre machado :






quarta-feira, 13 de setembro de 2017

batman e byron: góticos e famosos




o que pode haver em comum entre essas figuras tão populares. bom, pode ser que byron não seja tanto assim, pelas américas, comparado ao morcego que fala, mas no reino da literatura romântica, ele é um dos gerentes. 
batman é criação norte-americana, da primeira metade do século 20. 
góticos eles são. sabe o que mais?

só nos assistindo!
eu e o professor edson! clica e se divirta.




segunda-feira, 11 de setembro de 2017

aula romantismo e beethoven




nona sinfonia ilustra o romantismo. use o poema "ode à alegria", schiller.
veja como :

* ouvir trecho da sinfonia 9. mostrar o poema que faz parte da obra.

Ode à Alegria de F Von Schiller
Sinfonia de L Van Beethoven.

Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!
(Barítonos, quarteto e coro)

Alegre, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce voo se detém.
Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,
Uma única em todo o mundo.
Mas aquele que falhou nisso

Que fique chorando sozinho!
Alegrias bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até a morte;
Deu força para a vida aos mais humildes
E ao querubim que se ergue diante de Deus!
(Tenor solo e coro)
Alegremente, como seus sóis corram
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Alegremente como o herói diante da vitória.
(Coro)
Abracem-se milhões!
Enviem este beijo pa
ra todo o mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões se deprimem diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora.

* mostrar este texto de victor hugo, francês

Digamo-lo, pois, ousadamente. Chegou o tempo disso, e seria estranho que, nesta época, a liberdade, como a luz, penetrasse por toda a parte, exceto no que há de mais nativamente livre no mundo, nas coisas do pensamento. Destruamos as teorias, as poéticas e os sistemas. Derrubemos este velho gesso que mascara a fachada da arte ! Não há regras nem modelos; ou antes, não há outras regras senão as leis gerais da natureza que plainam sobre toda a arte, e as leis especiais que, para cada composição, resultam das condições de existência próprias para cada assunto. Umas são eternas, interiores, e permanecem; as outras, variáveis, exteriores, e não servem senão uma vez. As primeiras são o madeiramento que sustenta a casa; as segundas, os andaimes que servem para construí-la e que se refazem para cada edifício. (...) O gênio, que adivinha antes de aprender, extrai, para cada obra, as primeiras da ordem geral das coisas, as segundas do conjunto isolado do assunto que trata. (...)
O poeta, insistamos neste ponto, não deve, pois, pedir conselho senão à natureza, à verdade e à inspiração, que é também uma verdade e uma natureza.”
 
                                           Vitor Hugo  (prefácio ao livro “Cromwell”, 1827)


* repare que o conselho de hugo, ao final, combina com o que se fez na nona sinfonia: inspiração, subjetividade, emoção

* o texto de schiller expõe emoção a caráter subjetivo, principalmente pela citação à busca de Deus, símbolo, aqui, de transcendência
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professor(a),  
a ideia, aqui no blog, nesta série, não é ser definitivo, com algo muito extenso, em cada post... mas sim deixar material suficiente para uns 50 ou 40 minutos

algo para, de repente, um exercício, depois do seu debate, uma avaliação, uma tarefa de casa...
use este material como lhe convier!
acompanhe, toda semana, uma aula diferente

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mais sobre romantismo :


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terça-feira, 27 de junho de 2017

a balada do velho marinheiro





henrique subi, iron maiden, eu e gustave dorè ficamos interessados nessa obra que é do final do século 18.
a balada do velho marinheiro é poema narrativo de samuel coleridge, inglês.

ele é um dos precursores do romantismo pela grande ilha. ele e wordsworth. a balada é uma história de redenção e com caráter soturno, por vezes gótico.

gustave dorè (1832-83) ilustrou uma das edições do livro, como você vê na ilustração acima. iron maiden, lá em 1984, no disco "powerslave", compôs música (faixa 8) com o nome do livro de coleridge.

eu e henrique subi resolvemos fazer vídeo sobre esse romantismo dos ingleses.
vejam como ficou.






sexta-feira, 9 de junho de 2017

castro alves - poesia romântica





condoreiro, baiano arretado, sensual, abolicionista, muitos apelidos para o jovem castro alves. nasceu em 1847 e faleceu em 1871, vítima de complicações no pé e, posteriormente perna -- teve de amputar. 

navegou pela influência byronista, leu goethe, varela, também hugo (francês) e escreveu muito.

henrique subi, professor, autor de livro didático, veio até minha casa... falamos mais sobre o poeta baiano.

vejam como ficou.



domingo, 15 de janeiro de 2017

um café para o aurélio #1





novíssimo dicionário do carneiro!

ALENCAR escritor nacionalista brasileiro que adorava imitar o modelo europeu de folhetins; ficou famoso por ter inventado Iracema, a virgem dos lábios de mel, da tribo Tabajara... O nome da índia, aliás, é anagrama de “américa”, mas isso você já sabia. Famosa mesmo é Jesuína, a primeira figura da literatura nacional a se apaixonar por outra mulher, assim, sem rodeios... está lá, em “Lucíola”... e dizem que romântico é moralista. Eita, cearense porreta!

AMORestado em que dor e prazer se confundem. Sinônimo de aventura. “Roma” de trás pra diante.  Sentimento bem inferior à paixão. Palavra que fez a fama de Freud. Diz-se de certa personagem, Ofélia, em “Hamlet”. Ou Isabel, em “O Guarani”. Todos acreditam que é isso, o amor, que acontece em “Werther”, mas não é.

BEIJOconvenção social de pele, significa “salivei em você”; atividade intra-labial que produzia, antigamente, sapinho, hoje dá uma grana preta quando seguida de gravidez de roqueiro ou jogador de futebol; existe o “da mulher-aranha”, o de Judas e aquele “desentope o tanque”. Beijo ótimo é o que se ganha de repente, seguido de abraço. Leia “O Primeiro Beijo”, de Clarice Lispector, ou o capítulo “O Penteado”, em “Dom Casmurro”.

CAETANODiz-se de entidade supra religiosa de origem baiana. Um dos iniciadores da Tropicália e dono de profundo mau-humor quanto à imprensa ou a quem quer que possa criticá-lo... ou a João Gilberto. Compositor de uma música só (Sampa), acredita ser o enviado do destino para curar os males do país. Entra para a história como cantor de festival de televisão.
  

domingo, 25 de setembro de 2016

til - romance de alencar






quem tem medo de jão fera? e de gonçalo pinta?
quem matou a mãe berta? qual o destino de brás?

romance folhetinesco, à moda romântica, "til" é leitura obrigatória, nos vestibulares e provas aqui pelo sudeste...

veja do que estamos falando!