[ carolina m de jesus ]
assunto visceral esse do racismo
na literatura, chama atenção o tema pouco explorado
atenção para estes nomes:
[ ordem aleatória ]
mãitina
campo geral - rosa
bertoleza
o cortiço - azevedo
sancha
a falência - julia
prudêncio
m p brás cubas - machado
chica da silva
romanceiro da inconfidência - cecília
carolina de jesus
quarto de despejo - carolina
mãitina - adepta do candomblé; trabalhava com empregada; região do mutum, contrasta com vó izidra, idosa católica e muito conservadora
bertoleza - confia em romão - português, branco - e se vê traída pelo amado quando este consegue frequentar a elite, depois de enriquecer com aluguel de quartos, no cortiço; bertoleza suicida-se assim que percebe que irá voltar a ser escravizada
sancha - trabalha na casa de tia de camila, é explorada, humilhada; ruth, filha de camila, chega a sugerir que ela fugisse -- vale notar que ruth, branca, não sugere que as tias parem de maltratá-la... é a negra que precisa fugir
prudêncio - viveu parte da infância sob as humilhações de brás cubas, da mesma idade; ao chegar à vida adulta, alforriado, comprava escravos e os tratava da mesma forma quando ele, prudêncio, era menino, usando do mesmo jargão de seu ex-dono: "cala boca, besta"
chica da silva - "é a chica que manda!" diz um dos versos do livro de cecília meireles; século 18, assim que se vê rodeada de joias e acolhida pelo homem branco, comporta-se como tal
carolina - no seu diário, carolina de jesus relata a vida paupérrima que vivia, na favela canindé, s paulo, século 20; carolina pensa em matar seus filhos e suicidar-se para evitar a chance de que a fome os consumisse e a raiva da miséria a que era submetida
- importante questionar como eram as relações dessas figuras com as demais da sociedade em que se inserem
- perceber as consequências de séculos de escravidão, no país
- perceber que boa parte da igreja católica foi conivente com escravatura -- o que explica, em muito, o silêncio da maioria de sua liderança, quando o assunto é racismo
- mesmo filho de mulher preta com um português, machado de assis nunca deu protagonismo a personagem preto; a bem da verdade, ele não teria obrigação alguma de fazer isso, mas que chama atenção, chama... talvez isso -- não dar destaque a pretos -- explique porque há uma quase unanimidade em torno de seu nome como melhor escritor etc... se abraçasse mais causas populares -- como fez lima barreto -- talvez perdesse o posto ... brasileiro, em geral, é conservador demais
outros destaques: negrinha (negrinha, lobato); grupos pretos; favelados (sobrevivendo no inferno, racionais); pedro (demônio familiar, alencar)
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