artigo de opinião é um texto em que o autor expõe seu
posicionamento diante de algum tema atual.
texto dissertativo que apresenta argumentos sobre o assunto abordado,
portanto, o escritor além de expor seu ponto de vista, deve sustentá-lo através
de informações coerentes e admissíveis.
característica deste tipo de gênero textual é a
persuasão, que consiste na tentativa do emissor de convencer o leitor, a adotar a opinião apresentada
O artigo de opinião é
fundamentado em impressões pessoais do autor do texto e, por isso, são fáceis
de contestar.
PRODUZINDO
a) linguagem deve ser adequada ao gênero e ao perfil do público
leitor b) tese clara c) argumentos podem usar como fonte as impressões do autor
sim, domingo, 24 de novembro, tem mais vestibular FUVEST a quem interessar possa os livros "angústia" - graciliano e "quincas borba" - machado, têm minha preferência para este primeiro round dois romances de caráter crítico o primeiro, modernista, década de 1930; o segundo, realista, final do século 19. temas ?
veja :
a eleição que empossou esse grupo mal-intencionado no poder, em janeiro 2019, é a maior catástrofe, desde a quartelada de 31 de março de 1964. uma tragédia que aponta para o desmanche da educação -- já anêmica -- nesse período de ditadura militar.
esse grupo eleito em janeiro 2019 pratica a pior política porque oficializam a mentira, demonizam a miséria e perseguem -- para matar -- quem pensa diferente ou, simplesmente, critica as posturas neofascistas dessa gente.
sangrar ministério ligado a arte e educação, liberar agrotóxicos, flexibilizar uso de armas, apoiar outros governantes (como no rio e s paulo) que usam da polícia para matar suspeitos e não suspeitos de delitos, como se isso fosse a salvação do planeta. no episódio do carandiru, em 1992, foram 111 mortos em poucas horas. polícia militar entrou para o extermínio daqueles que a sociedade branca rotulava de escória e vagabundos. serviu pra quê? nada. criminalidade não diminui porque o estado tem fuzis. na verdade, o que essa comunidade branca queria era só exterminar gente pobre e de maioria negra. carandiru foi demolido e pouca gente cumpre pena pelo massacre.
agora, em novembro 2019, um juiz em itajaí, santa catarina, acaba de liberar grupos nazistas que comemoravam aniversário de hitler espalhando cartazes pela cidade! isso mesmo. o juiz atende por augusto césar. não é ironia. veja notícia abaixo. augusto césar aguiar, da 1a vara.
a plataforma desumana que brasileiro brincalhão deseducado elegeu dá aval a essas duas ações: exaltar racismo, através da imagem de hitler, e permitir que um juiz faça contorcionismo e pisoteie a constituição liberando injúrias. é distopia pura. é o caos.
de novo: a saída é a educação. só ela salva. criar um senso de pertencimento e respeito à ciência. valorizar cidadania. mais do que aprender quando usar crase ou fazer regra de três. a escola deve proporcionar ambiente para empatia e construção de cidadania. pode-se usar outra via, como a digital para espalhar humanidade: podcast, youtube, manifestação na rua, atividades cívicas para o bem comum, como caminhada ou corrida pela bairro arrecadando alimento, agasalho etc.
esse não é um artigo para o blog. é pedido de socorro.
nelson rodrigues e guimarães rosa. de um lado, o conservadorismo de direita, e de outro, uma apelo à raiz do brasileiro que nasceu no sertão, primeiro como índio -- isso não está sem "sagarana" -- depois vieram bandeirantes e o resto a gente conhece: coronéis, escravidão, cangaceiros....
vale a pena ler e pensar "a hora e a vez de augusto matraga" por esta canção de geraldo vandré
matraga morre e melhora a vida de mimita e dionora -- no mínimo
"você que não entendeu" ... é um chamamento àquilo que se viu em "sobrevivendo no inferno" (racionais): bíblia véia e pistola automática ("gênenis"). é um chamamento à prontidão para defesa
os tempos são sombrios... muita gente, de verdade, faz pose de "bem-bem" ... mas...
nelson publica mais de oitenta crônicas cujo foco é o rio de janeiro dos anos 1960, 50 e 40, basicamente
critica o progresso, a evolução da postura feminina dentro da sociedade e, claro, critica dom hélder câmara, arcebispo do brasil, na época, a quem chama de "ex-católico"
enfim, fiz uma arriscadíssima lista ideológica e visceral só pra divertir
é a lista de autores para prova unicamp, novembro 2019
se não concordar, faça a sua e bota nos comentários aí
nelson rodrigues - - direita
machado de assis - - centro direita
carolina de jesus - - oprimida
racionais mc's - - esquerda cristã
érico veríssimo - - esquerda
padre vieira - - moralista
camões - - isentão guimarães rosa - - progressista
Homens e mulheres corriam de cá para lá com os tarecos ao ombro, numa balbúrdia de doidos. O pátio e a rua enchiam-se agora de camas velhas e colchões espocados. Ninguém se conhecia naquela zumba de gritos sem nexo, e choro de crianças esmagadas, e pragas arrancadas pela dor e pelo desespero. Da casa do Barão saíam clamores apopléticos; ouviam-se os guinchos de Zulmira que se espolinhava com um ataque. E começou a aparecer água. Quem a trouxe? Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas. Os sinos da vizinhança começaram a badalar. E tudo era um clamor. A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. Estava horrível; nunca fora tão bruxa. O seu moreno trigueiro, de cabocla velha, reluzia que nem metal em brasa; a sua crina preta, desgrenhada, escorrida e abundante como as das éguas selvagens, dava-lhe um caráter fantástico de fúria saída do inferno. E ela ria-se, ébria de satisfação, sem sentir as queimaduras e as feridas, vitoriosa no meio daquela orgia de fogo, com que ultimamente vivia a sonhar em segredo a sua alma extravagante de maluca. Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada, que abateu rapidamente, sepultando a louca num montão de brasas. [AZEVEDO, Aluísio. O cortiço, ed Moderna]
Em O cortiço, o narrador está em terceira pessoa, onisciente, preocupado em oferecer uma visão crítico-analítica dos fatos. A sugestão de que o narrador é testemunha pessoal e muito próxima dos acontecimentos narrados aparece de modo mais direto e explícito em: a) Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo fogo. b) Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas. c) Da casa do Barão saíam clamores apopléticos. d) A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. e) Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada.
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resposta
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E
[ a palavra "cá" indica o local de onde parte o discurso do narrador ]
possíveis propostas de redação, para novembro 2019
PREPARE-SE * saúde mental - suicídio - depressão * escravidão moderna - imigrantes clandestinos - capitalismo selvagem * bullying - violência entre estudantes - empatia nas escolas em baixa * meio ambiente - agrotóxicos - ecossistema em risco: queimadas; desmatamento...
* educação física versus esporte nas escolas - mais saúde mental no cotidiano das aulas de ed física - aula de ed física é só esporte ? * terra plana: ciência desprezada - aumento no descrédito à ciência: educação falha - religiosidade impondo-se como verdade - ser humano terraplanista não sabe o que é realidade * fome - desperdício de alimentos - horta comunitária * meritocracia - trabalho e preconceito racial - cotas étnico-raciais nas universidades * preconceito à diversidade de gênero - censura à arte LGBT (rio de janeiro, setembro 2019) - direitos humanos devem ser respeitados - em nome de religião cristã exercita-se a violência contra homossexualidade * estado brasileiro e violência armada - violência entre estudantes - democracia nas escolas em baixa
Dia 04 – Aplicação das provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias / Redação / Ciências Humanas e suas Tecnologias
Dia 11 – Aplicação das Provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias / Matemática e suas Tecnologias
Dia 14 – Publicação dos Gabaritos e dos Cadernos de Questões
duras batalhas são travadas e ainda serão, por tempo. uma delas é a interna, envolve centralizar-se, buscar alguma harmonia e enfrentar essa avalanche de idiotização, ódio e crimes contra a humanidade, aqui, pelo brasil
continuo acreditando que é pela escola que conseguiremos algum resultado, alguma chance de plantar civilidade.
muita gente desorientada ou ressentida nesses últimos cem anos -- só pra ficar na segurança -- jogou pedra em quem criticou o capitalismo, principalmente naquela época da guerra fria e, hoje, continua atacando que não crê no capitalismo assim como aplaude a bizarrice intelectual do discurso deste presidente brasileiro que assumiu em janeiro 2019.
muita gente jogou pedra mas... mas... estão tomando ciência que só o capitalismo destrói meio ambiente e produz miséria. tinha de ser simples entender isso, mas às vezes, precisa doer em alguma parte do corpo pra se fazer notar.
não sei se é, necessariamente, o socialismo a solução. nem estou afim de lidar com isso, agora. o que sei e você também, é que esse sistema econômico é autofágico. não dá pra ser esperançoso com o capitalismo que destrói pelo bem ocasional do lucro. devia ser simples.
enquanto uma revolução não chega -- ou o nosso fim -- melhor é cuidar um pouco do futuro promovendo atividades na escola. gincanas, olimpíadas, campanhas comunitárias, qualquer coisa que envolva exercício com o outro pelo bem comum.
uma nova revolução está pelo horizonte. o cinza e o barulho que se formam não permitem distinguir, hoje, se é o começo ou o fim de uma era.
mas a situação é clara: quem possui trânsito junto a livros, laboratório, raciocínio criador e noções de trabalho em grupo devia ficar alerta.
para vencer essa onda de idiotice, ódio, ignorância e preconceito, existe a educação.
não falo aula sobre xis assunto. qualquer um faz, nem precisa diploma.
educar é a questão. muitas escolas -- geralmente as privadas -- se esmeraram no quesito aula, supostamente respaldados pelo tal vestibular. muitos desses alunos que engoliram a fórmula de bhaskara, as razões para o fim do império romano ou as fases da meiose foram pra avenida paulista, recentemente, aplaudir pato amarelo e eleger jair bolsonaro.
sim, é preciso ir direto ao ponto. não se trata de criticar quem tenha opinião diferente da minha, não é isso. é condenar o apoio ao fascismo, à violência, à brutalidade como se vem tratando o meio ambiente, a educação, a pesquisa, tudo. é ato humano combater essa plataforma que -- por razões de pura debilidade intelectual -- destrói o ânimo de quem acredita em trabalho, estudo e natureza.
na escola : promover ações fora da sala de aula, como gincanas culturais, show de talentos, concurso de memes, redação, olimpíadas esportivas, tudo que possa ligar-se a assuntos que envolvam saúde mental, respeito ao outro, respeito às diversidades, inclusão, sonho, democracia...
nas séries finais -- ensino médio -- incentivar a leitura, debater escolha de carreira, tentar tranquilizar estudantes que, muitas das vezes, ficam depressivos diante da necessidade de escolha de carreira e, hoje, diante dessa brutalidade contra o ensino superior público.
não é difícil. basta começar. reuniões, chuva de ideias, pequenas ações iniciais, e até a comunidade (pais e responsáveis) compram a ideia da cidadania antes da informação. civilidade antes da preocupação com vestibulares, simplesmente.
filme dirigido por kleber mendonça filho e juliano dornelles, bacurau (2019) é catarse premiada.
narrativa que reúne elementos de um brasil guerreiro com referências à guerra de canudos, lampião e trajetórias de resistência política ante à possibilidade de que o país se torne quintal de jogos de norte-americanos.
o museu de bacurau expõe um passado de luta e isso se faz chave para compreender o desfecho.
o que é o filme:
narrativa se passa no sertão de pernambuco, século 21.
bacurau é um vilarejo que precisa de água e ela vem com caminhão pipa de outra cidade.
o começo é impactante: caminhão pipa traz, além do motorista e da água, teresa, jovem liderança da região que volta à cidade para enterro da avó carmelita. nesse percurso, estrada precária, o caminhão chega a passar por cima de caixões, à beira da estrada. mais adiante, revela-se que um acidente com motociclista pode ter causado a tragédia e o tombamento da carga de um caminhão carregado de caixões.
bacurau é um pássaro, vive como corujas, à noite. mas tem a peculiaridade de ficar no chão, não em árvores.
a narrativa traz personagens brasileiros simples mas contundentes em suas posturas: prostitutas, cantador, homossexuais, negro, assassino, professor, crianças livres, donas de casa, dentre outros. todos se respeitam, convivem, sem preconceito.
a trama : candidato à reeleição, tony júnior se mostra hipocritamente acolhedor ante as necessidades do povo de bacurau. o vilarejo é espécie de distrito da cidade onde tony jr exerce prefeitura. ele é rechaçado pela população que se recolhe às casas deixando a cidade vazia quando o político passa. esta figura que -- de modo caricato -- tirou o vilarejo do mapa -- por vias tecnológicas -- representa boa parte da política corrupta nacional e permitiu que grupo de norte-americanos viesse para praticar a caça humana.
isolados, sendo atacados e mortos, povo de bacurau pede ajuda a lunga, um refugiado numa região de represa que, ao que indica a narrativa, teria entrado em conflito com o povo no passado recente. lunga aceita ajudar a cidade e, juntos, eliminam os estrangeiros. quase simples assim.
o museu mostra imagens antigas de um povo resistente, à época do cangaço.
a resistência parte do museu e da escola, repara nisso.
valem dois detalhes: a abertura do filme se dá com imagens do espaço, com um satélite cruzando a cena, da esquerda pra direita e o planeta, ao fundo, bem redondo, como manda o figurino. outro: um dos personagens produz, à base de planta, um alucinógeno que vai ser fundamental no combate aos fortemente armados estrangeiros que vêm á cidade pra praticar o jogo da caça respaldados pelo prefeito tony júnior. as cabeças dos estrangeiros são expostas na rua, numa citação explícita -- como vingança -- dos cangaceiros mortos e degolados pela polícia brasileira, século 20. o grupo de lampião e maria bonita foi assassinado.
repare que, ao chegar, teresa recebe uma dose em forma de comprimido, desse alucinógeno, com intuito -- talvez -- de permitir que ela suportasse a emoção de encontrar a avó falecida. no enterro, o ponto de vista de teresa prevalece e nota-se que ela tem a visão de uma água limpa saindo do caixão da avó.
uma das canções da trilha é "réquiem para matraga", geraldo vandré.
vem bem a calhar nos momentos de vestibular! guimarães rosa e seu "a hora e a vez de augusto matraga".
uma homenagem ao país com certeza. homenagem à diversidade e necessidade de união contra venda do país, um soco no estômago do bolsonarismo. me lembrei da "bíblia véia e pistola automática" da música "gênesis", racionais, em "sobrevivendo no inferno".
como é ?
escrever as palavras-chave de suas ideias
vejam
TEMA : arte ligada à cultura lgbt precisa de autorização do estado para ser divulgada?
fazendo projeto de texto
INTRODUÇÃO E TESE
elementos que devem aparecer na introdução:
- rio de janeiro
- bienal do livro
- estado censura
- 2019
- homofobia
[ a tese é a sua ideia a respeito do tema / uma afirmação categórica ]
- cultura lgbt deve ser respeitada, em qualquer lugar, principalmente em país laico
ARGUMENTOS
[ situações que defendam a tese ]
cultura lgbt+ deve ser respeita pois ...
- decisões sobre o corpo e quem amar são responsabilidade apenas da pessoa
- garantia pela constituição que brasileiros são livres
- estado não é teocrático
- diversidade deve ser respeitada
SOLUÇÃO HUMANISTA
- promoção de debates e ações educativas em escolas
CONCLUSÃO
[ reafirma a tese ]
início recomendado para seu parágrafo de conclusão:
sendo assim, a cultura lgbt, sua arte, seus costumes devem ser respeitada em qualquer lugar, pois as uniões homoafetivas são escolhas individuaise não podem sofrer julgamentos de qualquer ordem
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
IMPORTANTE - -
a estrutura acima é apenas uma orientação básica; um esqueleto do todo cabe ao estudante desenvolver as frases e palavras-chave em uma redação de aproximadamente trinta linhas
não só porque em setembro pululam matérias ligadas ao tema da depressão. não só. é nebulosa e cinzenta a tal depressão, mas há controle médico, às vezes. o que não há é o controle do outro. difícil contar com a compreensão e empatia. o que se tem, do outro lado da ponte, é uma eterna ocupação consigo mesmo. pouco espaço, pouco tempo, "você não está ajudando" etc etc ... não só de medicamentos vive uma pessoa. há exceções, mas que só confirmam a regra: quem sofre de depressão costuma estar só. as campanhas dizem "fale mais"... quem tem moedas paga terapia, psiquiatra, cuidadores... aos demais, restam recados no fundo da caverna. até o próximo setembro.
as listas de leitura de unicamp e fuvest permitem aproximações temáticas que levantam discussões importantes que, não só ajudam no dia do exame, como servem de ilustração para possível produção de texto
1. o gênero "DIÁRIO" está em três obras, entre estas duas listas (fuvest & unicamp)
DIÁRIO DE UM DETENTO - racionais mc's MINHA VIDA DE MENINA - helena morley QUARTO DE DESPEJO - carolina de jesus
2. a questão RELIGIOSA "A RELÍQUIA" - eça - se aproximaria do soneto "A JESUS CRISTO NOSSO SENHOR", gregório de matos : "Pequei, Senhor; mas não porque hei
pecado / Da vossa alta clemência me despido / Antes, quanto mais tenho delinquido / Vos tenho a perdoar mais empenhado. (...)
- - aqui e em eça de queiroz, a igreja enquanto instituição, é tratada com sarcasmo ainda em "A RELÍQUIA", a viagem surreal de raposão e topsius, até dia da morte de cristo pode ficar perto de "EVOCAÇÃO MARIANA", drummond, em "CLARO ENIGMA": dois episódios surreais... em eça, soa como paródia do novo testamento; em drummond, fantasia ligada à fuga da realidade mesmo... o eu lírico, em "claro enigma", é muito fraco
3. figura FEMININA
vários são os olhares possíveis à figura feminina, nas leituras de fuvest ou unicamp
mas aquela que sofre chama atenção
escolhi algumas
CAROLINA - diário de uma favelada MARINA - angústia TINA - caminhos cruzados CAMILA - a falência BERTOLEZA - o cortiço
releia as histórias citadas e veja de que sofrem essas mulheres, cada uma a seu modo: violência física, sexual, moral, violência social, racismo, desprezo, assédio sexual... a lista é grande
negar a ciência e fatos sensíveis superam em muito as sandices de dom quixote ou odorico paraguçu.
é estarrecedor como esta ideia de terra plana se instalou e ganha adeptos entre humanos ditos sapiens.
o terrível disto é a possibilidade de que mais mentes alteradas queiram fazer crer, por exemplo, que no brasil não há fome; que a devastação da amazônia não é o que se relata nos institutos científicos.
bom tema para redação, heim!
veja os vídeos abaixo, prepare-se
o presidente deseducado e desinformado jair soltou mais uma pérola de deselegância e ignorância ao lamentar que a prisão do militar manel rodrigues, pego traficando 39 kg de cocaína, não tenho sido na indonésia. lá, marco archer moreira foi executado por ter tentado entra no país com 13 kg da droga, em 2015.
é comum acreditar em duas situações estapafúrdias, aqui no brasil. primeiro: dependente químico (não digo que é esse o caso do sargento manoel) é caso de polícia e não de saúde. segundo: combater tráfico de drogas é matar pessoas.
quando o discurso sobre a questão do narcotráfico se liga a punições físicas de pessoas já se sabe que não há senso de cidadania, educação e muito menos vontade de lidar com o problema de modo eficiente. o que fica cada vez mais claro é sim -- embutido num discurso de ódio contra narcotraficante -- um apoio a esse tipo de ação, uma vez que pessoas são enterradas ou cremadas mas o sistema de produção de drogas não.
perseguir e matar líderes do tráfico em grandes cidades brasileiras é o esporte preferido de nossos responsáveis por segurança. é bizarro. jovens, na periferia ou subúrbio, com colares de ouro, alguns fuzis e carros novos são estraçalhados, como já diz mano brown, "que nem papel" [sobrevivendo no inferno, racionais m,c's]. esses líderes e seus pequenos transportadores [aviões] são mortos e isso ilustraria um discurso de combate ao tráfico que, na verdade, é uma guerra contra pessoas. de preferência, subalternos, pobres, negros, favelados...
combater narcotráfico se dá com ações sociais. e esse presidente, de modo patético, faz afirmações como a deste mês de junho, quando do flagrante caso do militar manoel rodrigues que carregava as dezenas de quilos de cocaína, rumo à europa. algo perto de seis milhões de reais, segundo matéria de "o globo". e em avião oficial do país.
educação e humanidade nunca foram plano desta plataforma que tomou posse em janeiro 2019.
quem está do lado humano da história -- ou pelo menos com mais de três neurônios -- deve combater a violência e destacar educação, ações sociais, esportivas, jamais pregar eliminação de pessoas.