quinta-feira, 29 de setembro de 2022

negritude e jade picon - tema de redação

 

                     [ jade picon e a sandália com temática afro ]

coloquei, aqui, dois textos como uma coletânea para você, estudante, se basear e desenvolver um texto argumentativo: artigo de opinião, crônica argumentativa ou a clássica redação modo-enem, modo-fuvest etc.

os textos são estes abaixo, basta clicar, ler e voltar aqui

jade e acm neto - privilégios da branquitude

comunidade preta reage a jade picon


o que é importante desenvolver se encontrar proposta que exiga uma argumentação e ainda peça soluções para questão do racismo.

primeiro: diferença entre racismo estrutural e institucional.

- racismo estrutural: sociedade cresceu baseada na ideia de que o negro é inferior ao branco (também vale para comunidades indígenas)

- racismo institucional: prática de segregação feita por instituições que se sustentaram no racismo estrutural; por exemplo: empresas que simplesmente não contratam negros; publicidade de produtos apenas com modelos brancos etc

vamos à redação argumentativa
1. crie uma tese, sua, a respeito; por exemplo:

- racismo institucional se combate na escola e na infância -

2. argumentos que defendam a tese 

(usei tópicos pra ficar objetivo / desenvolva parágrafo para cada item)

 com estudantes, promover podcast sobre o tema; mostra cultural contendo o assunto "negritude" e "raízes" da identidade brasileira

- documentário "amarelo", de emicida (toda escola)

- manual antirracista de djamila (qualquer idade) -   livro

- niketche, paulina (ensino médio)  -  livro

- black power de akin, kiusam (fundamental 2) - livro

estes itens acima, quando desenvolver seu texto, devem reforçar a ideia de que através do debate, na escola, aumenta-se a chance do indívíduo crescer com clareza a respeito das diferenças sociais, étnicas, no país.

lembrar que no modo enem, antes da conclusão é preciso apresentar proposta de solução para o que foi dado no tema.
sendo assim, reforce a necessidade de um chamamento de toda a comunidade (família, vizinhança etc) para dentro da escola, durante atividades a respeito do racismo.

3. conclusão: reforço da tese, ou seja, através da educação e a vivência de toda a comunidade junto à escola, será possível minimizar e acabar com racismo estrutural e, consequentemente, o institucional

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saiba mais -- veja estes vídeos 







quinta-feira, 22 de setembro de 2022

encomenda - cecília meireles - comentário

 

           ENCOMENDA
                        Cecília Meireles [1901-64]

  Desejo uma fotografia
  como esta — o senhor vê? — como esta:
  em que para sempre me ria
  como um vestido de eterna festa.

  Como tenho a testa sombria,
  derrame luz na minha testa.
  Deixe esta ruga, que me empresta
  um certo ar de sabedoria.

  Não meta fundos de floresta
  nem de arbitrária fantasia...
  Não... Neste espaço que ainda resta,
  ponha uma cadeira vazia.
                             [ Vaga Música, 1942 ]

poema sobre passagem de tempo e a possibilidade de assumir a solidão. assumir ou constatar, simplesmente. eis aí uma doença que aflige dez entre dez pessoas sensíveis. sempre.
o eu do texto quer -- na fotografia --  imagem que seja alegre; quer uma foto como a que está mostrando ao fotógrafo: nela, há alegria.
com rimas de uma sonoridade ímpar, "encomenda" traz influência do simbolismo, à medida que o lirismo é a sua maior caracterítica, ou seja, a expressão em primeira pessoa, a exposição de emoção, aqui, sem exageros. pois se houvesse, seria romântico. a primeira estrofe beira a singeleza e o clichê. depois, vem o clima sombrio, a constatação de uma ausência. repare: versos de oito sílabas poéticas, octassílabos: raridade.
o eu lírico dispensa lugares comuns na fotografia, como cenários artificiais ou fantasia aleatória. o que se quer é imagem que expõe o invisível através da cadeira. sobra, ao final, a saudade, representada por essa cadeira vazia. pode ser a saudade de alguém distante ou -- como já se disse -- a constatação da solidão do próprio eu lírico. ia escrever "constatação da depressão", mas desisti. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

democarcia, vera magalhães e a eleição de 2022

 

milly lacombe, mais uma vez, deixando claro o mundo em que vivemos:

"Vera Magalhães virou alvo da violência Bolsonarista. Não são lobos solitários que investem contra o corpo e a dignidade da jornalista. São agentes bem orientados por um tipo de lógica de morte que há mais de quatro anos controla esse país em todos os níveis. O Bolsonarismo precisa da violência de gênero como um vampiro precisa de sangue. Esse é um dos pilares que estruturam a sociedade que bolsonaristas querem erguer (...) Nesse projeto de sociedade, florestas viram pó, corrupção está liberada (chamam rachadinha que é para não assustar), pessoas negras não apitam muito, LGBTQs podem morrer porque não fazem falta. Nessa sociedade, a lógica é miliciana do começo ao fim. Vera Magalhães foi escolhida por essa turma covarde para virar, literal e simbolicamente, o rosto do inimigo (...)[ portal UOL ]

clique para ler o texto todo de milly

olhem, esse atual governo (2019-22) já causou muita trinca na vida brasileira, muita vergonha em que tem mais de um neurônio, por isso, esse tipo de governança precisa acabar. precisa acabar não porque seja uma opinião minha, mas é defesa de humanidade. 
vejam que mesmo vera magalhães, em passado recente, fez deboche da violência sofrida pela ex-ministra damares, além destilar escárnio sobre  a visita de lula ao velório de sua então esposa marisa. claro, nada justifica a violência por ela sofrida. registro isso pra que se tenha ideia do estado de horror e violência em que nos encontramos.
o que fazer: não se deixar contaminar pelo discurso de ódio; não compactuar com quem faz campanha pelo armamento de civis; valorizar o debate sobre atualidades, nas escolas; divulgar ações a respeito do meio ambiente, a respeito da democracia; apoiar candidatos de partidos que são a favor da educação e respeito à diversidade... juro, não é difícil.
vejam, a questão não é votar no fulano, na fulana, mas sim saber a qual plataforma pertencem... porque são os princípios do partido que valem na hora de votar ou barrar projetos, nas assembleias estaduais e na federal, em brasília.
então, sabendo qual é a plataforma (
partido) do candididato ou candidata fica simples perceber se vale a pena ou não apoiar.

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

mais uma vez - legião urbana - comentário

                                  
                                       [ legião urbana, brasília, década 1980 ]

       MAIS UMA VEZ
                       [ Renato Russo ]

  Mas é claro que o sol  Vai voltar amanhã  Mais uma vez, eu sei  Escuridão já vi pior  De endoidecer gente sã  Espera que o sol já vem
  Tem gente que está do mesmo lado que você  Mas deveria estar do lado de lá  Tem gente que machuca os outros  Tem gente que não sabe amar
  Tem gente enganando a gente  Veja a nossa vida como está  Mas eu sei que um dia a gente aprende  Se você quiser alguém em quem confiar  Confie em si mesmo  Quem acredita sempre alcança
  Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
  Acreditar no sonho que se tem
  Ou que seus planos nunca vão dar certo
  Ou que você nunca vai ser alguém
  Tem gente que machuca os outros
  Tem gente que não sabe amar
  Mas eu sei que um dia a gente aprende
  Se você quiser alguém em quem confiar
  Confie em si mesmo
  Quem acredita sempre alcança
. . . . . . . . . .  .  .  .  .   .   .
a canção da banda legião urbana saiu em 1987. 
época difícil, após ditadura militar (1964-85), com inflação galopante e nenhuma chance de melhora. nesse sentido, "mais uma vez" tem apelo esperançoso, quase singelo, não fosse o "confie em si mesmo" que destoa da doçura em volta, ou seja, anuncia que poderá vir o sol amanhã, poderá a vida melhorar, mas na contramão de clichês de autoajuda, não será de uma energia vinda do espaço ou do amor entre as gentes, mas da confiança em si próprio. 
muitas vezes me senti assim, tendo esperanças... e, por incrível que pareça, quanto mais velho, mais cético fico em relação a pessoas. quem quer que seja. confiar apenas em si é o básico mesmo. o pior é que sei lidar pouco com isso. pouco ou nada. sobram ansiedades, frustração. é o sinal dos tempos. é a depressão, mais uma vez.

  . . . . . . .  .  .  .  .   .   .   .





quinta-feira, 8 de setembro de 2022

quem somos


                                 [ bienal do livro, s paulo, 2004, lançamento de "raposa" ]

carlos henrique carneiro, nascido em ribeirão preto, sp
- formação: letras, universidade estadual de campinas, 1984 a 88

                             
                         [ aos 17 anos, é personagem de "deus me livre", puntel, ed ática ]

inciou profissionalmente no colégio graphos, 1986, nas cidades de são josé do rio pardo, mococa, itapira e esp. s. pinhal, todas no estado de são paulo. professor de literatura e redação. trabalhou na rede objetivo, em campinas, mogi-mirim, mogi-gauçu e bragança paulista, entre 1986 e 95.
por quase vinte anos, trabalhou no colégio visconde de porto seguro (
coordenador e professor), em valinhos. também esteve no colégio julio chevalier, campinas, por cinco anos
é professor de literatura e história da arte, no curso alethus, rede poliedro, valinhos.
mora em campinas, desde 1984. 

escritor:  "poeta em construção", 1982;"raposa", 2004; "camões em perigo", 2015; "determinada mandioca", 2013; "literatura não autorizada", 2014; "abolição via vargas", 2021 ; "atlântida" (monólogo - não publicado), 1998  e artigos sobre literatura no ensino médio, resenhas de obras literárias e afins, nesses últimos trinta anos.

está no canal youtube;com/letradeletra (clica) com resenhas de artes plásticas, música brasileira e obras literárias do brasil e do mundo: mia couto, fernando pessoa, paulina chiziane, borges, cortázar, carolina de jesus, leroux, machado, clarice, mário de andrade, thiago queiroz, kiusam oliveira, ailton krenak, elliot, tom jobim, florbela espanca, di cavalcanti, eduardo galeano, cartola, valter hugo mãe, chico buarque, edgar a. poe, guimarães rosa, kafka, conceição evaristo, camões, ishiguro, emicida, mestre vitalino, eduardo kobra, coleridge, edson capellato, marcos siscar, alencar, adélia prado, augusto dos anjos, luci collin, dentre tantos outros. tem até drummond e jorge amado, acreditem. 

1989: publica artigos aos sábados no jornal "diário do povo", campinas.
1998: junho, dia 21 -- com manuela soares --, monólogo "atlântida", escreveu e dirigiu. campinas, sp. apoio editora costa-flosi. assessoria de marcelo campos.
entre 1996 e 2003: professor convidado da pontifícia universidade católica de campinas, para cursos de extensão, na semana de letras da entidade.
entre 1993 e 2009 autor e encenador, teatro estudantil. trabalhos iniciados dentro do colégio visconde porto seguro, valinhos, ensino médio.
2004: palestra na casa do artista flávio de carvalho  (1899-1973), a convite da prefeitura de valinhos
2004: lançamento do romance "raposa", na bienal do livro, s paulo
2005: palestra faculdade de paulínia, com o tema: gosto, valor e leitura, a convite do professor olivo bedin
2007: valinhos, abril, palestra sobre arte na galeria joão do monte -- homenagem ao artista
2021 março: começa a escrever novo livro: "abolição via vargas"
2021 dezembro, dia 7, sai "abolição via vargas", ed clube de autores