domingo, 28 de fevereiro de 2021

mensagem - fernando pessoa - comentário

                                    

me n s a g e m  -  fernando pessoa - portugal

livro publicado em 1934

44 poemas

"mensagem" contém misticismo, lirismo, caráter histórico e ... melhor clicar no vídeo aqui :



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

ubirajara - o senhor da lança - alencar - resumo

 

jaguarê é um jovem caçador da tribo araguaia caminhando em busca de um adversário de valor a quem  possa vencer. ele precisa se tornar um verdadeiro guerreiro de sua tribo. jandira, jovem índia, o espera. ele está às margens do tocantins, no território da tribo de mesmo nome. jaguarê precisa de guerreiro para vencer, pois não teme o feras como o jaguar

 Pela margem do grande rio, caminha Jaguarê, o jovem caçador. O arco pende-lhe ao ombro, esquecido e inútil. As flechas dormem no coldre da uiraçaba.

Os veados saltam das moitas de ubaia e vêm retouçar na grama, zombando do caçador. Jaguarê não vê o tímido campeiro, seus olhos buscam um inimigo capaz de resistir-lhe ao braço robusto. Ele chama-se Jaguarê, o mais feroz jaguar da floresta; os outros fogem espavoridos quando de longe o pressentem.

Não é esse o inimigo que procura, porém outro mais terrível para vencê-lo em combate de morte e ganhar nome de guerra. (...)

 descansando à sombra de uma árvore, jaguarê percebe a presença de uma índia que, por uma fita vermelha na perna, indicava ser ainda virgem e pertencente à nação dos tocantins. era  araci. 

— Eu sou Araci, a estrela do dia, filha de Itaquê, pai da grande nação tocantim. Cem dos melhores guerreiros o servem em sua cabana para merecer que ele o escolha (...). O mais forte e valente me terá por esposa. Vem comigo, guerreiro araguaia, excede aos outros no trabalho e na constância, e tu romperás a liga de Araci na próxima lua do amor.

araci parte e, mais tarde, surge pojucã, guerreiro. lutam ambos noite adentro, até que jaguarê vence o guerreiro tocantim e o leva preso. festa na tribo araguaia. jaguarê é tornado ubirajara, senhor da lança, aquele que tem por arma uma serpente. camacã, pai do guerreiro, empunhou o grande arco da nação, grosso como o braço de um índio, e o apresentou a ubirajara, como símbolo de valor e glória. o jovem guerreiro, contudo, ainda sonha com araci, filha da luz. jandira cansada de esperar por aquele que, antes, a escolhera, sai à procura de seu amado.
o guerreiro da nação araguaia parte para região dos tocantins. é recebido por itaquê, o chefe, pai de pojucã. lá se apresenta como pretendente de araci e se diz guerreiro, sem identificar-se como ubirajara, vencedor em combate a pojucã. pelo fato de ter chegado em paz, lhe é dado nome de Jurandir, aquele que chegou através da luz do céu.

De longe Araci viu o estrangeiro, sentado entre os anciões, como o frondoso jacarandá no meio dos velhos troncos das aroeiras.O coração de Araci encheu-se de alegria. (...)

no dia dos combates e das provas, jurandir (ubirajara) vence a todos. é então levado diante de itaquê para que revelasse a verdadeira identidade, uma vez que iria se casar com araci. ao saberem que o guerreiro era da tribo araguaia, fica declarada uma guerra, pois o nome de pojucã fora pronunciado como prisioneiro.

na taba dos araguaias, ubirajara chama  pojucã e pede para retornar à sua nação para fortalecê-los no combate e ter a chance de ser vencido outra vez.
nação araguaia parte para a batalha, chefiada por ubirajara. no trajeto encontram os tapuias. estes queriam guerra contra os tocantins, pois, num passado recente, pojucã teria incendiado a cabana do pajé. os tapuias eram liderados por  canicrã. em respeito, ubirajara ficou apenas observando. no combate, itaquê é ferido nos olhos por flechas, fica cego. em meio à fúria e à dor, itaquê, mesmo sem enxergar, despedaça a cabeça de canicrã.
 movidos por mais esta vingança, os tapuias voltam à batalha, tentando honrar o nome do chefe canicrã. desesperados e sem liderança, -- itaquê cego --, os tocantins pedem a ubirajara que lidere a tribo tocantim no combate. o senhor da lança, amado por jandira e araci, empunha o arco de itaquê e, sob suas ordens, comanda as duas tribos na guerra contra os tapuias, vencendo seu novo líder, agniná, e os demais guerreiros. com a união das tribos tocantim e araguaia, nasce uma só nação, a dos ubirajaras.

saiba mais - - assista-me!



domingo, 21 de fevereiro de 2021

sobre fevereiro 2021

 

                                                                   [ laerte ]

é mais do que urgente defender democracia, não só porque está na lei, mas porque é saudável e faz exercitar ações como tolerância, gosto por argumentar quando tiver opinião diversa de outros, respeito ao próximo e, consequentemente, aproximar-se da educação. isso mesmo: livro, escola, essas coisas. daí entra-se na disputa saudável pela sociedade.

historicamente, há violência contra mulher, contra pretos, comunidade lgbt, defensores da natureza etc...e também o mercado é o deus de nossa elite que, como se sabe, há quinhentos anos, explora tudo a seu favor. por isso, disputar a sociedade significa estar próximo a seus anseios e ofertar humanidade: valor à naureza, à cultura indígena, à influência africana por aqui, respeitar diversidade, direito a emprego, fortalecer escolas, acesso a moradia... é preciso repetir o óbvio sempre.

em fevereiro, 2021: coluna de leonardo sakamoto, fala marcelo freixo, deputado pelo psol:

À coluna, Freixo disse (...) "Pode ser estranho dizer isso neste momento em que ele está em queda. Mas, com este episódio, ele [Silveira] sai cacifado para uma disputa de sociedade. Uma disputa tosca, claro, mas que faz parte de um projeto de longo prazo." O deputado do PSOL (...) lembra que o próprio bolsonarismo é uma disputa de poder, mas também de sociedade. E alerta que não são a mesma coisa. "Podemos derrotar Bolsonaro e o projeto de poder bolsonarista, mas a concepção bolsonarista de sociedade vai levar muito tempo para ser derrotada. Uma concepção armada, machista, intolerante, racista, que não foi Bolsonaro que inventou, mas que ele assumiu como sua, e que se alimenta de tradições históricas muito fortes", avalia.

clica : sakamoto e a prisão de silveira

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

niketche - uma história de poligamia - chiziane - comentário

                                

niketche é dança tradicional do meio rural de moçambique, região da zambézia, moçambique, áfrica.

livro de paulina chiziane, lançado em 2002, lisboa.

romance. naração em primeira pessoa: rami (rosa maria)

rami reclama ausência do pai de seus filhos. ela  confidencia sua angústia com o espelho. nele, a sua imagem dança e diz para ela que seu marido cansou. a dança é niketche.

"dançar é orar", diz rami. "a vida é uma grande dança".

rami casada com tony, cinco filhos.

tony -- chefe de polícia -- se envolve com mais quatro mulhres: julieta, saly, mauá e luísasomados aos cinco filhos de rami, chegam a dezesseis, no total.

rami é conservadora, educada a obedecer vontades masculinas. é a cultura europeia cristã predominando na personalidade dela.  

rami se descobre inexperiente nas questões sexuais -- mas esta é uma visão masculina de sua postura... -- rami, ingenuamente, incorpora

leitor fica sabendo que no norte há escolas de amor. um outro tipo de relação com vida amorosa.

no dia do aniversário de cinquenta anos de tony, rami decide uma surpresa. une as quatro mulheres de tony em meio à sua família. tony se esconde, envergonhado

rami, ao longo do livro, sempre ouvirá de figuras diferentes que o sofrimento por que passa, na situação de poligamia, é culpa dela mesma que não soube segurar o marido

rami une as mulheres e elas se tornam empresárias. tony se vê fora do protagonismo. pede divórcio

as mulheres descobrem que tony está com mais outra mulher: eva. é a sexta. elas temem que ele a assuma... têm ciúme e raiva

decididas, esposas -- praticamente "ex-esposas" -- resolvem passar lição em tony:  as mulheres expõem a ele a proposta de que ele deveria casar-se mais uma vez. ele, recusa. as mulheres apresentam a noiva: saluá, dezoito anos. ele não aceita, nervoso. 

o romance expõe tradições que transcendem a religiosidade trazida por europeus: uma delas é a escola de amor. nela, mulheres são levadas por uma tutora, conselheira, a deixarem de ser crianças para se tornarem mulhres... contudo, a tal escola se mostra um curso para atender melhor os homens

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saber o final ? - - clica no vídeo 



terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

amarElo é plantação de humanidade

 


amarElo - é tudo pra ontem documentário - emicida.

onde : netflix

com o mote "plantar - regar - colher" o ativista e compositor emicida (leandro oliveira) organiza documentário em que revisita história da negritude pelo brasil

cita escravidão, homenageia o samba, o hip hop, figuras importantes como tebas, ruth de souza, donga, lelia gonzalez, racionais, marielle franco, wilson das neves e tantos outros para reforçar ideia de que a união deveria nortear a luta da comunidade preta, no país

o trabalho base está no teatro municipal, com música de emicida. convidados ilustres, majur, pablo vittar dão o tom da diversidade dentro discurso do documentário que sinaliza que não se luta pela metade. se a ideia é falar de excluídos, como os pretos, então havia espaço para comunidade lgbt e trans. 

poesia, história, memória, arte plástica e, principalmente, gente unida, fazem deste  documentário uma necessidade urgente.

temas como gentrificação e ressignificar trajetória dos pretos, no brasil, transcedem o caráter artístico do documentário.

trabalho de emicida precisaria estar na escola. há muito o que fazer quando se está só. mas o lugar comum da união continua rei. 

como já disse poeta belchior : "ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro"

domingo, 7 de fevereiro de 2021

mestre vitalino é arte brasileira - século 20

 

                                                              noivos a cavalo 1950

vitalino pereira dos santos

(ribeira dos campos, caruaru, pernambuco julho 1909 - alto do moura, caruaru 1963)

ceramista popular e músico. desde criança começa a modelar pequenos animais com as sobras do barro usado por sua mãe na produção de utensílios domésticos, para serem vendidos na feira de caruaru.  cria, na década de 1920, a banda zabumba vitalino, da qual é o tocador de pífano principal. muda-se para o povoado alto do moura, para ficar mais próximo ao centro de caruaru

[ fontes:itaú cultural e lelia coelho frota, 1988 ]

crenças populares, folclore, mundo rural, agreste. arte figurativa

saiba mais ! assista-me




quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

bons dias! crônicas de um machado monarquista


49 crônicas  -   abril de 1888 a agosto de 1889
jornal "gazeta de notícias" rio de janeiro

em alguns textos é possível ler que um tal policarpo assina as crônicas -- é o personagem-cronista, assim como um relojeiro (como na primeira crônica)

para contextualizar:
as crônicas tratam do período de transição entre a monarquia e a república

IMPORTANTE

5 abril, 1888 - -  primeira crônica
       [ trecho ]

Bons dias! 
Hão de reconhecer que sou bem criado. Podia entrar aqui, chapéu à banda, e ir logo dizendo o que me parecesse; depois ia-me embora, para voltar na outra semana. Mas, não senhor; chego à porta, e o meu primeiro cuidado é dar-lhe os bons dias. Agora, se o leitor não me disser a mesma coisa, em resposta, é porque é um grande malcriado, (...) e que eu, explicando-me com tão nobre franqueza, não me refiro ao leitor, que está agora com este papel na mão, mas ao seu vizinho. Ora bem!
Feito esse cumprimento, que não é do estilo, mas é honesto, declaro que não apresento programa. Depois de um recente discurso proferido no Beethoven, acho perigoso que uma pessoa diga claramente o que é que vai fazer; o melhor é fazer calado. Nisto pareço-me com o príncipe (...) e faz lembrar um sujeito muito alto e louro, parecidíssimo com o Imperador, que há cerca de trinta anos ia a todas as festas da Capela Imperial, pour étonner de bourgeois; os fiéis levavam a olhar para um e para outro, e a compará-los, admirados, e ele teso, grave, movendo a cabeça à maneira de Sua Majestade. São gostos de Bismark. O príncipe de Bismark tem feito tudo sem programa público; a única orelha que o ouviu, foi a do finado Imperador, — e talvez só a direita, com ordem de o não repetir à esquerda. (...)
  Boas noites!

apresentação geral - - ocorre a metalinguagem, aqui: 
cronista explica o que vai e o que não vai fazer, dentro da crônica

- falta um programa, um plano de trabalho para os textos

- receoso de discurso recente (f. viana), prefere não falar claramente

- ferreira viana antecipou a abolição, em discurso, no clube beethoven

- machado era sócio-bibliotecário, no clube 
                 
- pour etonner de bourgeois  - - para surpreender os burgueses

- compara-se a bismarck que age sem programa público

- cronista se diz um ex-relojoeiro: relógios do mundo não marcam a mesma hora

- partido liberal versus império: quem faria abolição seria mesmo o império

- dantas e saraiva - líderes do conselho - abolição sem indenização

- diz o cronista que ficará no jornal até a chegada do bendegó - - meteorito trazido do nordeste, em 1888, em processo demorado --  até hoje a grande pedra está no museu nacional, quinta da boa vista, mesmo depois do incêndio de 2018

4 de maio
[ trecho]

...Desculpem, se lhes não tiro o chapéu; estou muito constipado (...) Passo as noites de boca aberta. Creio até, que estou abatido e magro. Não? Estou; olhem como fungo. E não é de autoridade, note-se; ex auctoritate qua fungor, não, senhor; fungo sem a menor sombra de poder, fungo à toa...Entretanto, se alguma vez precisei de estar de perfeita saúde, é agora, por várias razões. Citarei duas:A primeira é a abertura das Câmaras. Realmente, deve ser solene. O discurso da princesa, o anúncio da lei de abolição, as outras reformas, se as há, tudo excita curiosidade geral, e naturalmente pede uma saúde de ferro. O meu plano era simples; metia-me na casaca, e ia para o Senado arranjar um lugar, donde visse a cerimônia, deputações, recepção, discurso. Infelizmente, não posso; o médico não quer, diz-me que, por esses tempos úmidos, é arriscado sair de casa; fico. (...)
Boas noites!

ex auctoritate qua fungor - pela autoridade que exercito

- tem curiosidade de ver a abertura dos trabalhos nas câmaras

- interesse em entender a política do ceará / conversa com senador castro carreira

- os partidos seriam dois ou quatro: questiona os princípios desses partidos

- há dois grupos políticos: aquirás e ibiapabas

- fica sabendo que são dois princípios: boa educação e auxiliar a província

- senador fica cansado da conversa com o cronista

machado, ao longo de seus textos, acaba igualando feitos históricos nacionais e internacionais ao cotidiano do rio de janeiro, com seus bondes, animais de carga, gente comum, pobres, ricos. por isso, minimiza a importância de tudo, tratando os fatos com ironia ou alegorias, deixando claro o tom de superioridade dele próprio -- quem escreve -- sobre seus leitores, assim como da situação política.

cronista compara o episódio da entrevista com político do ceará ao enredo de uma peça de alfred mussett, ou seja, desdenha da ação civil, borrifa sarcasmo sobre o republicano

MUITO IMPORTANTE : machado era sim monarquista

11 de maio
[ trecho ]

Vejam os leitores a diferença que há entre um homem de olho aberto, profundo, sagaz, (...) (eu em suma), e o resto da população. Toda a gente contempla a procissão na rua, as bandas e bandeiras, o alvoroço, o tumulto, e aplaude ou censura, (...)  mas ninguém dá a razão desta cousa ou daquela cousa; ninguém arrancou aos fatos uma significação, e, depois, uma opinião. (...) me custava a achar uma opinião. (...) Não foi o ato das alforrias em massa dos últimos dias essas alforrias incondicionais, que vêm cair como estrelas no meio da discussão da lei da abolição. (...) Lá que eu gosto liberdade, é certo; mas o princípio da propriedade não é menos legítimo. Qual deles escolheria? (...) Não quis saber mais nada; desde que os interessados rompiam assim a solidariedade do direito comum, é que a questão passava a ser de simples luta pela vida, e eu, em todas as lutas, estou sempre do lado do vencedor. Não digo que este procedimento seja original, mas é lucrativo. Alguns não me compreenderam (porque há muito burro neste mundo); alguém chegou a dizer-me que aqueles fazendeiros fizeram aquilo, não porque não vissem que trabalhavam contra a própria causa, mas para pegar uma peça ao Clapp (...)

- cronista admite que escravatura traz miséria mas faz ressalva e afirma que ficou em dúvida sobre qual postura apoiar: abolição ou "princípo de propriedade" - - ou seja, cronista expõe que suas dúvidas sobre processo de abolição

- clapp - joão fernandes clapp presidente da confederação abolicionista -- segundo consta é uma história improvável, ele teria levado escravos fugidos de volta a seus donos ... parece mesmo uma pós-verdade do cronista
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"(...) O capitalismo iria provocar importantes e curiosas medidas para garantir a integridade nacional. Buscando tecnologia e mão de obra qualificada, Alfredo d’Escragnolle, o Visc de Taunay, apresentou ao Senado um projeto de nacionalização, no qual consta que “todo estrangeiro que tiver residência efetiva no Brasil, por espaço de dois anos, será considerado cidadão brasileiro” . Esse incentivo à imigração em larga escala foi comentado por Machado de Assis na crônica de 28 de outubro de 1888. O projeto de renacionalização, como chamamos, conta com a ajuda de várias áreas de conhecimento que estavam unidas desde o começo do século XIX a fim de garantir a integridade nacional, como a História, a Geografia, a Literatura e o jornalismo, que se encontrava em ascensão (...)." 
                                         - "bons dias! no avesso da república" - - marta pinheiro
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crônica 6 setembro 1888

"Não é pelo gosto de imitar o Fradique Mendes que uso tomar nota de algumas frases parlamentares (...)"

- eça de queiroz criou personagem em "a correspondência de fradique mendes" que possuía o hábito de ler o "diário das câmaras": quando encontrava alguma frase maluca, ridícula, sublinhava em vermelho. formou ele o "livro de ouro da sandice parlamentar"
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