sexta-feira, 28 de agosto de 2020

terça-feira, 25 de agosto de 2020

domingo, 23 de agosto de 2020

seis personagens pretos - literatura para vestibular



                                                    [ carolina m de jesus ]

assunto visceral esse do racismo

na literatura, chama atenção o tema pouco explorado

atenção para estes nomes:

[ ordem aleatória ]

mãitina
campo geral - rosa

bertoleza
o cortiço - azevedo

sancha
a falência - julia  

prudêncio
m p brás cubas - machado

chica da silva
romanceiro da inconfidência - cecília

carolina de jesus
quarto de despejo - carolina


mãitina - adepta do candomblé; trabalhava com empregada; região do mutum,  contrasta com vó izidra, idosa católica e muito conservadora

bertoleza - confia em romão - português, branco - e se vê traída pelo amado quando este consegue frequentar a elite, depois de enriquecer com aluguel de quartos, no cortiço; bertoleza suicida-se assim que percebe que irá voltar a ser escravizada

sancha - trabalha na casa de tia de camila, é explorada, humilhada; ruth, filha de camila, chega a sugerir que ela fugisse -- vale notar que ruth, branca, não sugere que as tias parem de maltratá-la... é a negra que precisa fugir

prudêncio - viveu parte da infância sob as humilhações de brás cubas, da mesma idade; ao chegar à vida adulta, alforriado, comprava escravos e os tratava da mesma forma quando ele, prudêncio, era menino, usando do mesmo jargão de seu ex-dono: "cala boca, besta"

chica da silva - "é a chica que manda!" diz um dos versos do livro de cecília meireles; século 18, assim que se vê rodeada de joias e acolhida pelo homem branco, comporta-se como tal

carolina - no seu diário, carolina de jesus relata a vida paupérrima que vivia, na favela canindé, s paulo, século 20; carolina pensa em matar seus filhos e suicidar-se para evitar a chance de que a fome os consumisse e a raiva da miséria a que era submetida

- importante questionar como eram as relações dessas figuras com as demais da sociedade em que se inserem
- perceber as consequências de séculos de escravidão, no país
- perceber que boa parte da igreja católica foi conivente com escravatura -- o que explica, em muito, o silêncio da maioria de sua liderança, quando o assunto é racismo
- mesmo filho de mulher preta com um português, machado de assis nunca deu protagonismo a personagem preto; a bem da verdade, ele não teria obrigação alguma de fazer isso, mas que chama atenção, chama... talvez isso -- não dar destaque a pretos -- explique porque há uma quase unanimidade em torno de seu nome como melhor escritor etc... se abraçasse mais causas populares -- como fez lima barreto -- talvez perdesse o posto ... brasileiro, em geral, é conservador demais

outros destaques: negrinha (negrinha, lobato); grupos pretos; favelados (sobrevivendo no inferno, racionais); pedro (demônio familiar, alencar)





terça-feira, 18 de agosto de 2020

necessidade da escrita



muitos professores de áreas chamadas "exatas" e "biológicas" reclamam que estudantes, via de regra, pecam na interpretação de texto.

na escola, muito comum, produções de texto em aulas de português, redação, às vezes, literatura, às vezes nas aulas de língua estrangeira. é pouco.

agora, por que apenas o professor de português precisa fazer este exercício de trabalho com leitura e produção com estudantes? teria o professor de redação de fazer toda a tarefa da área de física, matemática ou química, por exemplo? 

é comum encontrar professores de produção de texto, em geral, estafados com o descaso de muitos estudantes com o ato de redigir. por quê ? porque não é comum, não é cotidiano, nas escolas, a produção de texto. apenas professores de portguês -- e suas variantes -- seriam responsáveis por gerenciar atividade de produção de texto.

é pouco.

está na hora de rever planejamentos e desencaixotar essas matérias todas, principlamente nas séries finais do ensino fundamental 2 e médio. pelo menos duas vezes ao ano, outras áreas deveriam pedir um pequeno texto sobre determinado assunto. uma crítica, um comentário, nada profundo não. estudantes em geral poderiam ser mais motivados a produzir texto, diário, blog... são raras as escolas que rumam nessa linha de lidar com área digital. e olhe que estamos perto de 2021 e, muitas das vezes, as redes sociais de uma escola estão na mão de um prestador de serviço que gerencia fotos do pátio ou de uma reunião de professores. nada de alunos protagonistas. 
não é por acaso, muitos professores enfrentam o descaso e o silêncio de estudantes, durante este período de aulas via computador. silêncio que castiga professores. mas é um castigo em função do que não foi feito, para os alunos, nestes útlimos quatrocentos anos. ele -- o estudante -- nunca foi protagonista. e, então, nesse momento, o jovem tem o controle na mão. ele decide se quer ou não o que vai ser ofertado. e, pelo visto, não quer. culpa desse aluno? em parte sim. em parte pelo que se plantou nessa relação professor-aluno. 



quarta-feira, 12 de agosto de 2020

carlos henrique carneiro - quem sou


          ribeirão preto, 1970 (ou 71)
                          
foto: à direita, de relógio, irmão renato e eu olhando através da parede rumo a outros mundos

carlos henrique carneiro
 ribeirão preto, 1964

1965: completa um ano de vida, na rua amazonas, ribeirão preto. nada se lembra do fato.

1967: morre guimarães rosa. não fica sabendo.

1968: pai trabalha com venda de terrenos, ribeirão preto.

                             
          o pai, josé, rib preto, década 1960

1970: assiste copa do mundo de futebol, cinco anos e uns meses de idade, e se assusta com o estouro de fogos de artifício pela rua.

1972: começa na escola estadual guimarães júnior, primeiro ano, fundamental 1. na época, "grupo escolar". primeira professora: noêmia. 

1973: com medo de cachorros sem dono, muda de calçada e de rua. acaba se perdendo no bairro, mas consegue ser visto e volta pra casa, agora com trauma explícito: medo de cães.

1974: na imagem - ribeirão preto; quintal da casa, rua tereza livrini; meus pais à esquerda; eu, à frente, camisa de botão pra receber visita, cabelo de meses sem corte.

1978: prêmio melhor ator, colégio sebastião fernandes palma, ribeirão preto, ens. fundamental 2.

1978: na quadra do colégio sebastião f palma, joga futebol com maurício villela, o mauricinho, que jogaria no vasco da gama, rio de janeiro, pouco tempo depois. 
                                        
1978: lê "monitor, a nave secreta", final do fundamental 2, e gosta.

1979:  cursando a oitava série "c", lê "a 8a. série c", da odete de barros mott, gosta muito.

1980: matriculado no ensino médio, colégio oswaldo cruz. 1a série, ens médio.  lá, conhece francisco giffone, juliana barbieri, katia miguel, miriam manini, adorama dos santos, jacob bettini, bia moura, profa maria, beth de português, ruy flávio, puntel, eduardo dos santos e tantos outros, professores e alunos. fica maravilhado.

1982: escreve crônicas e poemas enquanto estudante de ensino médio. chega a publicar poesias, "poeta em construção", edição do autor, como se vê na foto.
ainda 1982, participa de movimento civil contra o fim de um parque, na cidade de ribeirão preto. houve uma vigília, no local, com dezenas de outras pessoas, maioria estudante. coordenação de eduardo dos santos, professor no ensino médio.
por conta disso, vira personagem de livro, aos dezessete anos. o "deus me livre", de luiz puntel. com direito a caricatura e nome de verdade. [o livro sairia em 1984]


* em "literatura não autorizada" mais sobre minha juventude e este momento



1982 e 1983: sob coordenação de eduardo antônio dos santos, diretor cultural e professor de química, é monitor de produção de texto, curso pré-vestibular oswaldo cruz (c.o.c.), junto a luiz puntel, antonio palocci filho e adorama dos santos. descobre-se professor.

legenda: 1982. terceira série, ensino médio. a camisa é do departamento de matemática unicamp, presente do irmão renato, que lá estava fazendo este curso. aqui, com eduardo, então meu professor de química e que me deu primeiro emprego, em 1986. no meio, colega de escola, vinícius

1982: ribeirão preto. vai até livraria, para a tarde de autógrafos de henrique filho, o henfil, e seu "diário de um cucaracha". sem dinheiro para o livro, vai por curiosidade e tietagem. recebe um papel do autor. era uma barata desenhada. com o tempo, perde o papel...

1983: é convocado para o serviço militar, mas dispensado por ter passado no vestibular, em julho, letras, em uberlândia. não vai a minas gerais, fica em ribeirão para tentar unicamp, no final de 83. 

  1984 - com marcos siscar, ana paola, manoel, therezinha, zé, laura, denise e marina

1984: entra na universidade estadual de campinas. curso de letras, sonho realizado: lidar com livros. ser professor de literatura.

em 1986, cursando universidade, é chamado para aulas no colégio graphos, mococa, s. paulo. a escola mantinha unidades em mais três cidades: itapira, esp santo do pinhal e s josé do rio pardo. trabalha nas quatro cidades, entre 1986 e 89. quem chamou: eduardo dos santos. primeiro emprego com carteira assinada.  - - em 2021, serão 35 anos disso. uma história densa - -

1986: assiste "encontro marcado", escritor paulo mendes campos e araken távora, na unicamp. ganha pôster autografado do próprio escritor.


1987: passa a morar com zuleika minussi, em campinas, rua antonio cezarino.

1987: começa dar aulas em campinas, no colégio objetivo, bairro cambuí. ensino médio. manhã e, posteriormente, noite.

1988: fica sabendo que professores e alguns alunos do curso de letras iriam a lisboa, pelos cem anos de fernando pessoa. quase morre de inveja, pois estava sem chance de viagens, início de carreira, morando de aluguel. em compensação, o próprio poeta não foi também.

1989: aulas no curso objetivo, centro da cidade de campinas, rua delfino cintra. fica neste prédio até 1995.

1989 e 1990: publica artigos no jornal "diário do povo", campinas, aos sábados.

1991: valinhos, novembro, aulas teste para o colégio visconde de porto seguro. é contratado e inicia em janeiro de 1992. ficaria lá por mais 19 anos, até o final de 2010. quem levou: sergio cópia, prof de português, então colega, no curso pré-vestibular objetivo, campinas.

entre 1989 e 1991, aulas em americana, mogi-mirim, mogi-guaçu e itapira, no selo objetivo.

1994: aulas em bragança paulista, até 1995. curso objetivo.

1995: fura a orelha esquerda coloca brinco. uma das escolas em que trabalhava, através da coordenação do ens. médio, recomenda que não usasse o adereço durante aulas... difícil arte de trabalhar com certo tipo de elite. já no século 21, nenhum assédio, nessa linha, houve.


entre 1996 e 2003: professor convidado da pontifícia universidade católica de campinas, para cursos de extensão, na semana de letras da entidade.
entre 1993 e 2009 autor e encenador, teatro estudantil. trabalhos iniciados dentro do colégio visconde porto seguro, valinhos, ensino médio. mais tarde, trabalhos solo, estendidos, fora da escola.

1996: viaja a portugal. passa 23 dias no país.

1998: junho, dia 21 -- com manuela soares --, monólogo "atlântida", escreveu e dirigiu. campinas, sp. apoio da editora costa-flosi. assessoria de marcelo campos.


2000: participa do programa "chambers", eptv - afiliada rede globo, campinas, nas comemorações da semana do livro.

no mesmo último ano do século 20, ganha livro do então aluno henrique subi, "escrever é amar"


2002. separa-se de zuleika minussi

2002: palestra, universidade federal de são carlos

 [pousada mondego, 2002, ouro preto, mg]

2002 : julho. viaja para ouro preto e tiradentes.

    2003, dezembro - apresentação de felipe rocha, 3o. esq. p/ dir., aos 13 anos

2003: passa a ser chamado de "boi", por carolina, filha do meio, palavra que terminava a frase "oi, boi / oi cara de boi" quando ela atendia telefone

2003: viagem a florianópolis com beatriz balau.

              [florianópolis, 2003]
                   [florianópolis, 2003]

2004: peça "um leão para piano e orquestra" com flavio pagotto, joão vasconcellos e rafael monteiro. escreveu e dirigiu.

  [esq p/ dir. flavio, carneiro, rafael e joão ]


      ["um leão para piano e orquestra"]     
     2004 teatro d. barreto, campinas, sp

2004: palestra na faculdade anhanguera, campinas

ainda em 2004, casa do artista flávio de carvalho, nova palestra sobre sua obra, a convite da prefeitura de valinhos


    casa de flávio de carvalho (1899-1973)
 
2004: na bienal de s paulo, lançamento de "raposa", romance



2005: palestra faculdade de paulínia, com o tema: gosto, valor e leitura

2007: valinhos, abril, palestra sobre arte na galeria joão do monte -- homenagem ao artista
2008: nova viagem a portugal. conhece também roma, pompeia e firenze, na itália.

     2008:foto em florença, ponte vecchio

2011 até 2018: 
colégio asther, campinas. professor de literatura e, especificamente, em 2018, também de história da arte. conhece mariana copertino, karen davini, adriano lacerda e leonardo crevelario, área de linguagens. sintonia e trabalhos ótimos. reencontra alexandre souza, professor de biologia que fora seu aluno, em 1989, mogi-guaçu, objetivo.

2011: passa a morar definitivametnte com beatriz balau.
2011 até 2015, professor de literatura e redação, colégio julio chevalier, campinas. conhece robson orzari, gustavo pansani e silvana rett, referências.

2012, novembro, no papel, casa-se com bia balau. filhos: três.

 fabiana, felipe, carolina, 2002, "paraíso das aves", itatiba

  esq para dir: felipe, carolina, fabiana, 2004

            fabiana, felipe e carolina
    [janeiro 2009 florianópolis, "cafezal"- lg da conceição]
                   
a partir de 2013, surge o canal letradeletra, no youtube. livros, dicas de redação e, mais tarde, história da arte.

2013: "determinada mandioca", receitas quase de verdade. livro divertido
2014: "literatura não autorizada", crônicas e literatura comentada.
2015: "camões em perigo", sonetos de luiz de camões comentados


em 2014, o mesmo henrique subi -- de "escrever é amar" -- publica "português para concursos". nova dedicatória.



2016: inicia atividade como professor voluntário de literatura e redação, curso popular contexto, valinhos, coordenação de marcelo yoshida.
2017 novembro: vinhedo, tombo em dia de chuva, perde ligamentos do joelho direito.
2018: abril. carolina, filha do meio, vai a portugal e abre restaurante em portimão, o "natural.mente", junto a cris capoani. ficam lá até outubro de 2019.

2018: julho, passa quatro dias internado no hospital centro médico, barão geraldo, para retirada de tumor na próstata. sobrevive. médico responsável: dr. wagner matheus

2018 dezembro a janeiro 2019, novamente em portugal, junto a cris capoani, fabiana carneiro, bia balau e carolina balau carneiro
                                  
[porto, portugal, com carol carneiro, janeiro, dia 6, 2019]
                                     
[cascais: fabiana, bia balau, eu e carolina, 2019]
                        
  [ portugal, sagres, dezembro 2018 - bia balau, cris capoani, carol carneiro e eu 
                                
 2018 - dezembro - portugal - sagres - com bia balau

2019: 31 de março, participa de manifestação pela democracia, avenida paulista, s paulo. (vídeo abaixo)

2019: são paulo, assiste a corínthians 1 a zero contra o tricolor da capital, em itaquera, junto a edson capellato jr. professor igualmente corintiano (vídeo abaixo)

2019: inicia sessões semanais de análise com natália carneiro

2019: sai "literatura para salvar o mundo" ed amazon -- envolve livros nacionais e estrangeiros com propostas de trabalho, em sala de aula e fora dela.

2019, campinas: professor de literatura curso pré-vestibular cooperativa do saber. fica um ano lá.


 
janeiro 2020 - felipe, fabiana, eu e carolina

2020 janeiro: sessões de acupuntura com dr. joão bissoto

2020: março. começam as aulas de literatura, curso pré-vestibular poliedro (alethus) - valinhos, s paulo
neste mesmo ano, é professor de história da arte e redação, colégio beneditino, vinhedo, s paulo


março 2020: entra na pandemia do coronavírus. quarentena, aulas via computador, ansiedade e nova rotina pelo resto do ano. 

2020 julho: crise de ansiedade e saúde mental delibilitada. deixa o cursinho contexto, valinhos.

2020 outubro: escolas reabrem em meio à pandemia. anuncia nas duas escolas em que trabalha que não participará de aulas presenciais. praticamente, fica isolado.

2020 outubrojunto a bia balau, carol balau e cris capoani prepara-se para envolvimento maior com o canal digital "letradeletra" (ytbe), sonhando com outra rota em 2021 em diante.

2020 novembro: ansiedade e angústia pouco diminuem. dificuldade para dormir.


2020 dezembro, dia 10. com auxílio da terapia, amigos e família, revê convicções e resolve ir a aula presencial, curso pré-vestibular, poliedro, valinhos. de surpresa, alunos fazem homenagem ao professor: cantam "sapato velho", roupa nova.

2020 dezembro, dia 12: visita os pais, em ribeirão preto, depois de onze meses. 
2020 dezembro, dia 15: deixa o colégio beneditino, vinhedo.

2020 dezembro, dia 19. faz 56 anos. 




2021 janeiro, está em ilhabela, s. paulo, por cinco dias, com bia balau e felipe rocha carneiro

2021 março: começa novo livro: "abolição via vargas"

2021 junho, dia 10: toma primeira dose da vacina astrazeneca, contra coronavírus, em campinas, sp -- dia chuvoso -- na companhia de anne kate e bia balau.

2021 setembro - dia 3 - segunda dose da vacina contra coronavírus, centro de saúde orosimbo maia

2021 setembro, dia 9, 9h18: termina de escrever romance "abolição via vargas" -- lançamento previsto para outubro


segunda-feira, 10 de agosto de 2020

jogo de cartas marcadas - camões #7





aplaudido por ser poeta
cantado em prosa e verso pelas letras de língua portuguesa e também em outras.

uma obviedade, esse camões.


sábado, 8 de agosto de 2020

quincas borba - machado - em sala de aula



pensando em quem procura instigar leitura para seus alunos(as) / alunxs fiz uma chuva de ideias... não é bem chuva, pode ser garoa, mas está valendo.

quincas borba - machado de assis, século 19.
realismo

pontos da tal chuva de ideias sobre o que tratar a partir de "quincas borba"

1. o que é realismo / mostrar tela courbet "quebradores de pedras" e afins, na época

2. rubião quis aproximar sua irmã do milionário quincas borba / barbacena

3. morrem borba e piedade, a irmã de rubião

4. observando a baía de botafogo, já no rio de janeiro, rubião reflete sobre o lado bom dessa morte e a não realização do casamento

5. ali mesmo, na sala, conversa com funcionário sobre o cachorro... há referência a estrangeiros / debater eugenia / imigração

6. durante o processo de inventário de borba, alguém sugere que o estado mental da pessoa não permitiria lavrar documento de herança etc.

6.a. observação não vinga

6.b. processo terminado, rubião milionário

6.c. festa com palha e gente do fórum!... que malandragem!

10. sofia e rubião se aproximam: senha para que ela e o marido explorem financeiramente o sonhador e ingênuo rubião

O QUE PODE SER FEITO  -   -  -

discutir :


- interesse / ambição / cobiça
- leviandade do casal sofia-palha
- o que o capitalismo oferece enquanto chance de enriquecimento
- imigração / eugenia 
- humanitismo: ironia do narrador quanto às teorias científicas vigentes, como determinismo, darwinismo e outras.








quinta-feira, 6 de agosto de 2020

hora de repensar relação ensino-aprendizagem, na quarentena


agosto 2020

a rotina segue muito próxima do que acontecia em abril, maio... julho...


em casa, prepara-se a aula xis, tento acolher a maioria dos alunos de ensino médio ante o tédio... é bem difícil. 

falar, na tela do computador, sem ver as pessoas, muitas vezes até sem o áudio, é desanimador, acreditem. parte disso entendo. outra parte não.
entendo o tédio e o cansaço porque muitas escolas procuraram manter o ritmo de aulas comuns como se nada estivesse acontecendo. 
aula, exercícios, formulários, tarefas, vídeos, leitura, mais tarefas... não é só isso. há pessoas atrás das câmeras... muitos adolescentes, adultos jovens, gente que precisa desabafar, compartilhar algo... mas o espaço é escasso. o adulto educador, do outro lado da câmera, se vê também pressionado a fazer chamada de presença, registrar conteúdos previstos em planejamento, seguir o que seu mestre mandou... e, daí, sobra o cada-um-por-si que a gente conhece bem. professores(as) -- muitos -- estão tensos e cansados mentalmente, isso é fato. e o segundo semestre mal começou.
é mais humanidade que peço. 
dependendo da instituição escolar, é possível juntar mais de dois professores na sala virtual, misturar algumas séries, algumas salas por vez, falar de gente, falar da rotina, mostrar o gato, a janela, o vaso de flor, um brinquedo antigo, qualquer coisa.
mais humanidade ajuda, semeia, engrandece a gente.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

sequência de vídeos ajuda a estudar literatura na pandemia



introdução ao estudo de literatura -
40 aulas - idade média ao século 21

preparei estes vídeos especialmente para o blog e meus alunos

a sequência precisa ser respeitada para um rendimento bom


[compartilhe este post com quem você conhece e precisa estudar em casa]

aula 1 - teoria

aula 2 - figuras


aula 3 - definição de escola literária


aula 4 - trovadorismo - base da literatura de língua portuguesa


aula 5 - dante e a divina comédia - renascimento


aula 6  - sonetos de luiz de camões - renascimento



aula 7 - entenda o que é soneto


aula 8 - barroco


aula 9 - poesia barroca de gregório de matos


aula 10 - arcadismo - século 18


aula 11 - romantismo principais características


aula 12 - o que é romance 


aula 13 - romantismo indianista 


aula 14 - frankenstein


aula 15 - o guarani - romantismo



aula 16 - castro alves


aula 17 - realismo


aula 18 - quincas borba



aula 19 - questão coimbrã



 aula 21 - o alienista



aula 22 - parnasianismo e simbolismo


simbolismo na poesia de cruz e sousa

aula 23 - pré-modernismo


aula 24 - mensagem - fernando pessoa


mais fernando pessoa!


aula 25 - semana de arte moderna 1922



aula 26 - macunaíma - mário de andrade



aula 27 - libertinagem - bandeira



aula 28 - modernismo fase 2  - geração de 1930


aula 29 - angústia - graciliano - o melhor da fase 2



aula 30 - alguma poesia - drummond



aula 31 - guimarães rosa


a terceira margem do rio - g rosa

aula 32 - vinícius de moraes



aula 33 carolina de jesus


aula 34 - clarice lispector



aula 35 - marcelo paiva - tendências contemporâneas


aula 36 - elis e tom - 1974


aula 37 - ana cristina césar - poesia marginal


aula 38 - construção - chico buarque


aula 39 - o evangelho segundo jesus cristo - saramago - modernismo português


aula 40 - nove noites - bernardo carvalho - século 21