domingo, 28 de junho de 2020

junho 2020 - lockdown necessário





junho 2020, últimos dois dias.
perto de 60 mil mortos, no país.
em campinas, mais de sete mil casos, perto de duzentos mortos.

pessoas estão nas ruas. comércio força situação para reabrir.

governos estaduais, municipais e federal não fazem lockdown.
ao contrário, há campanhas para retorno de restaurantes, futebol e até volta às aulas!

por quê? porque governantes, em geral, assumiram compromissos com conglomerados econômicos, não com eleitores. parte da imprensa também.

por que não fazer lockdown e achatar um pouco a curva ascendente de mortes?
... negócios!

há, ainda, quem possa ficar em casa e ache que ir ao açougue, padaria, mercado está tudo bem.
há quem não use máscara para levar o lixo na rua ou o cachorro pra calçada.
há quem ainda apoie o silêncio e a falta de ação de governo federal ao não chamar para si a questão do lockdown.

a falta de educação política e cidadã de muita gente com diploma na parede e função de educador é parte da causa desse horror. educadores de várias áreas que não tratam desse assunto com seus alunos, deixando para professores de história ou português o pacote do assunto.

individualismo é pior do que a burrice. porque, quem não sabe algo, sempre tem a chance de perguntar. já o egoísta, fundamentalista de qualquer ordem, esse é o idiota, é o que atrapalha.

individualismo, ignorância, preconceito e ambição geraram a desgraça de hoje e que, pelo jeito, ainda vai piorar.

já que governantes -- em sua maioria -- não farão movimentos, hoje, para minimizar as contaminações, fique você em casa e discuta sim com quem sai e poderia ficar. 

amanhã, pode não haver vida para próxima festa junina.



sexta-feira, 26 de junho de 2020

o que é literatura



literatura é arte com palavras.

pode ser: arte da palavra escrita ou falada.

tudo o que está escrito no universo não pode ser chamado "literatura".

placa de trânsito, bula de remédio, mapas, receita de bolo, notícias da imprensa em geral ou resumo da guerra dos cem anos, nada disso é arte, porque busca um sentido apenas. busca-se a objetividade.
é o tal sentido denotativo das expressões.


literatura é o texto que procura causar estranhamento no leitor ou ouvinte.

o texto -- prosa ou verso -- apresenta mais de um sentido.
é o tal sentido conotativo das expressões.

saiba mais:

terça-feira, 23 de junho de 2020

jogo de cartas marcadas - álvares de azevedo #2





sim, a ideia é fazer uma homenagem a alguns escritores, escritoras... houve quem fosse superestimado... subestimado ou mesmo quase esquecido.

aqui, no jogo das cartas marcadas, vamos mostrar muita gente!

saber mais?

clica para assistir


sexta-feira, 19 de junho de 2020

campo geral - guimarães rosa






Num círculo, o centro é naturalmente imóvel; mas, se a circunferência também o fosse, não seria ela senão um centro imenso.

                                                                              [ epígrafe ]

"manuelzão e miguilim" são duas narrativas que fazer parte do conjunto de textos que rosa chamou "corpo de baile".

para história de miguilim, uma narrativa chamada "campo geral"

na última história (rosa escreve "estória") de "corpo de baile", chamada "buriti", miguilim -- agora miguel -- ressurge, adulto, se casa com glória.

de modo bem resumido, o ciclo que se inicia em "campo geral", com miguel menino, vai se fechar em "buriti".

no meio dessas duas narrativas, há vários outros contos, como "cara de bronze", "recado do morro", "a história de lélio e lina", dentre outras.

"campo geral" - - história que se desenvolve em torno de uma família patriarcal que se desintegra, se desfaz tragicamente.

narração em terceira pessoa, mas o ponto de vista é o de miguilim.

cenário: sertão do mutum (repare que é possível ler o nome de trás pra diante)

três relações são importantes:  dito e miguilim; bernardo e nhanina; terêz e nhanina.

pela família, ainda vó izidra, os irmãos liovaldo, tomezim, drelina e chica, além do dito, o preferido de miguilim.

vó izidra contrasta com mãitina, pela religiosidade. a avó é católica e mãitina diziam, ter sido escrava fugida, falava por vezes l
íngua estranha, acreditava em misticismos e, por vezes, se embebedava. é ela quem ajuda miguilim a superar o sofrimento pela morte do dito.
mãitina, pelo perfil, lembra sancha, personagem negra de "a falência", julia lopes.

em meio a pássaros e cães, havia o gato sossõe, cachorra pingo-de-ouro e o papagaio papaco-o-paco, na família.

miguilim era apegado ao irmão dito, mais novo, que morreu de tétano, deixando o irmão triste demais.

o menino alimenta raiva monstruosa do pai. sua mãe o afasta, enviando para morar um tempo com vaqueiro salúz. na volta, está mais carrancudo, nem toma bênção.

pai de miguilim é violento, mata luisaltino e, depois, se enforca.

nesta narrativa, um elemento diferente do meio surge: lourenço, médico, de curvelo, que estava de passagem por causa de uma caçada, na vereda do tipá. ele reparou que miguilim espremia os olhos, então, lhe deu uns óculos e o menino ficou deslumbrado, achando tudo mais claro e bonito.

a frase emblemática, deste final da narrativa é, com posse dos óculos, miguilim diz: "tio terez parece pai".


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assista-me!


quarta-feira, 17 de junho de 2020

jogo de cartas marcadas - fernando pessoa #1



difícil fazer lista, ranking, quando o tema é subjetivo.
mas eu gosto.

e com fernando pessoa, tarefa fica mais simples.

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segunda-feira, 15 de junho de 2020

preciso ser otimista



difícil ser otimista, neste junho 2020...

píticos, em geral - aqui no estado de são paulo e rio -, são reféns de certo sistema financeiro que o ajudou nas eleições. essa gente tem compromisso com seus caixas e nao com a população. principalmente amais pobre.

difícil ser otimista.

a descrença em instituições como universidades, sistema judicial ou mesmo na natureza a ser preservada, isso traz um caos intelectual sem precedentes.

pessoas comuns descreem da realidade, não enxergam os mortos pelo covid-19, não enxergam importância da quarentena, nada.

desde os fins do século 20, nossa imprensa vem atacando congresso e toda política desmerecendo-a. assim, fica mais simples -- com democracia enfraquecida -- divulgar fatos que só interessassem acerta parcela social, principalmente no quesito consumo fica difícil, hoje, reverter essa tragédia.

difícil ser otimista. mas ainda é possível.

divulguemos notícias de valor científico. mensagens envolvendo a importância da arte. matérias jornalísticas sérias sobre voluntariado, horta comunitária, combate a depressão, empatia ante a violência contra mulher, valor às diferenças (negros, lgbt, índios etc) importância da natureza, mata atlântica, amazônia, cerrado, pantanal, tudo.

preciso ser otimista


sábado, 13 de junho de 2020

ler antes que o mundo acabe - dez livros essenciais



eu e o professor edson fizemos uma lista com dez livros para ler logo!

melhora vida, explica os universos de dentro e fora da gente

confira, veja se ela faz seu tipo



quinta-feira, 11 de junho de 2020

trunfo das letras - o jogo mais esperado





a empresa grow é, até aqui, a detentora dos direitos do jogo de cartas "super trunfo"

há variados temas: carros, países, predadores, heróis de quadrinhos etc

falta o jogo de verdade!

minha ideia -- e isso a grow pode fazer tranquilamente -- é o super trunfo de  literatura

aceito parceria para assessorar, dar opinião, notas, categoria

grow! me contrata!

pensei numas cartas, vejam:















terça-feira, 9 de junho de 2020

mensagem - fernando pessoa



                                       nazaré - portugal - foto do blog

livro contendo 44 poemas de caráter nacionalista, místico e histórico

mensagem é obra de fernando pessoa (ele-mesmo) - ortônimo

título original seria "portugal".
poeta alterou, mas manteve, no novo nome, o mesmo número de letras.

a mensagem, em si, pede que o país cresça e reassuma um espaço de protagonismo, como se viu entre os séculos 15 e 16


O INFANTE
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma.
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

Pessoa - Mensagem 1934

"infante" é aquele que há de ser -- filho de reis mas não diretamente ligado ao trono. o texto, como se sabe, é dedicado a dom henrique, morto em 1460

o texto faz referência á rotunda forma do planeta, uma então novidade, no tempo deste infante. a mágoa reinante no desfecho é similar à que se lê em "mar português", mas bem menos contundente
aqui, neste "infante" parece que a vontade de deus ou o sonho humano se esfarelou. o mar está, deus é, mas portugal carece de bom destino

o fim do império luso, reza a lenda, teria começado com o sumiço de dom sebastião, 1578

como um todo, o livro "mensagem" possui três partes : O Brasão, Mar Português e O Encoberto

messianismo, nacionalismo, sebastianismo, tudo isso em versos que apresentam lirismo sem exageros ... e apontam para história passada do país.

vale a pena!
clique abaixo para saber mais!




sábado, 6 de junho de 2020

união pela educação é sobrevivência do país democrático




converso com estudantes, colegas, nesse mundo da educação.
sou professor de ensino médio e pré-vestibular. em 2021, serão 35 anos em salas de aula. a idade e a diversidade de escolas, me fizeram conhecer muita gente e suas realidades.

para não me alongar: o estudante, no brasil, nunca foi protagonista. o tipo de ensino ainda é estilo jesuítico. ou seja, um fala, os demais escutam e têm de agradecer. quase nunca podem questionar. e o que for diferente disso é exceção.

nesta pandemia, em 2020, fica claro que o jogo virou para o aluno.
o esquema de estudo via internet torna o estudante protagonista porque ele pode, agora sim, decidir por ficar ou não diante da tela que transmite a aula. é dele o controle.

o sistema de interação escola-estudante está capenga. já disse meu amigo joão ardoino que nosso sistema educacional equivale a uma parede mofada. tentamos pintar, mas logo o mofo retorna... precisa limpeza. raspar. começar de novo.

começa por melhorar a aula. não vou cair na armadilha fácil que é  criticar a escola simplesmente. isso qualquer um faz. digo priorizar o estudante, durante os anos dele na escola. dialogar.

melhorar a aula não é fazer estratégias mirabolantes, dentro de sala, como se atenção dos alunos (leia-se "silêncio") fosse sinônimo de aprendizado. nada disso. dialogar, propor atividade ligada à comunidade em que se está, permitir que haja movimento físico, que estudantes falem, se organizem para um debate, depoimento, arte, esporte, experiência científica, mesmo que seja apenas ir a um pátio olhar o azul do céu e falar sobre eclipse, pássaros, fotossíntese, terra redonda, o básico.
professor, professora, educadores, precisamos ligar o alerta!

valores passados em sala, ultimamente, não são respeitados mais. por quê? porque são valores que só servem ali, na sala, para a prova da semana seguinte. nada contra as fases da meiose, a terceira lei de newton ou o conceito de barroco. tudo importante. mas e a realidade? o racismo, a cultura indígena, violência contra mulher, a questão do aborto, floresta amazônica, sistema prisional, drogas, como ficam? o respeito às diferenças, comunidade lgbt, como ficam? não é para tratar disso? hoje, 2020, a eugenia em curso: deixar morrer a periferia, onde fica geralmente a população negra. o que têm a dizer professores? nada? falam de trigonometria e a queda do império romano, é isso?...
pedir ajuda, professor, professora! isso melhora relação entre alunos, alunas e o que precisa ser aprendido. não só o sistema de rotação da terra ou a extensão do rio nilo que são importantes, tudo bem. mas há a realidade desse estudante e a do professor que merecem respeito.

quinta-feira, 4 de junho de 2020