segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

café palheta, 50 anos




em "dom casmurro", bentinho lembra de fato marcante, num tarde de novembro de 1857, lá no rio de janeiro, na rua de matacavalos. uma centena e mais alguns anos depois, no mesmo rio, era noite, em novembro de 1969.
o café "palheta" era mais uma placa perdida, num pedaço de arquibancada do estádio do maracanã. porém, nunca o café "palheta" foi tão mostrado como nesses últimos 50 anos, por conta de uma bola de futebol. quando a defesa do vasco da gama atropela edson, dentro da área, o juiz marca pênalti enquanto o goleiro andrada antecipa o duplo twist carpado de lady daiane. repare, no vídeo, que a entrada de pelé na área do vasco tem, ao fundo, a placa singela do café "palheta". o lance vem sendo reprisado há décadas...
no jogo anterior, contra o botafogo da paraíba, depois de marcar o gol 999, Pelé, feito um othelo fanfarrão, deixa a camisa 10 pela número 1 e vai para o gol, pois o goleiro do seu time estava com um ataque súbito de "não-marque-o-milésimo-gol-longe-do-maracanã". pelé temia que o botafogo não valorizasse seu gol, deixando a bola entrar para que, assim, todos ali entrassem para a história. pelé não quis marcar outro, foi para o gol.

voltando ao "palheta". eu nunca fui ao referido estabelecimento, mas na verdade, sei que eles existem na tijuca, desde 1943, o que dá credibilidade ao gol em questão. motivado pela placa ou pelo gosto do gol feito sob patrocínio quase involuntário do líquido negro, o rei pelé resolveu carimbar marca de café com seu nome. mas isso é outra história.

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veja o gol e o ilustre palheta


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