quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

asas do jahu






dia 21 de maio de 1927, um avião cruzava o atlântico, sem escalas, entre nova york e paris. Ao todo, foram 33 horas e meia. oito mil e tantos quilômetros. um feito marcante para charles lindbergh, em seu voo solitário.
um mês antes, o brasileiro joão de barros, contudo, também tinha feito a mesma coisa, ao contrário. saiu da europa, cabo verde, e deslizou seu hidroavião jahú, sobre o mar, bem perto de fernando de noronha, costa brasileira. joão de barros é nome de artista, coisa da gema, da nossa terra, foi reconhecido, na época, mas como no brasil, hora a hora deus piora, pouca gente sabe do feito. Mesmo enfrentando tentativa de sabotagem (areia e sabão no depósito de combustível), comandante barros voou, fazendo o percurso em mais de dez horas. nem precisa dizer que joão nasceu em jaú, região central do estado de s. paulo.
pouca gente sabe também, mas fui o primeiro a cruzar quase toda a rua barão do amazonas, lá em ribeirão preto, com menos de dez anos de idade, em 1973. cerca de setecentos metros, a pé, desde a rua altino arantes, até a porta da escola, o "guimarães júnior". levei uns quarenta minutos, ajudado, numa parte do caminho, pelo sorveteiro sorridente, que ficava na avenida nove de julho e me ajudou a atravessar a mesma. fica o registro.

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